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Sentir culpa depois de comer pode atrapalhar a perda de peso

Pesquisa diz que sentimento também está relacionado com descontrole alimentar

Da próxima vez for comer um pedaço de bolo de chocolate, certifique-se de aproveitar cada migalha. Uma equipe de psicólogos da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, descobriu que a forma como encaramos os alimentos podem interferir no ganho de peso, ou seja, pessoas que se sentem culpadas depois de escorregar na dieta podem ter mais chances de acumular os quilos na balança. Os resultados, publicados na edição online de Novembro da revista Appetite.

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Os pesquisadores recrutaram quase 300 voluntários, com idades entre 18 e 86 anos, e questionou sobre seus hábitos alimentares e se eles estavam tentando perder peso. O estudo examinou uma associação padrão de ?culpa? ou ?comemoração? dos participantes frente a um bolo de chocolate, e as diferentes atitudes foram relacionadas com o controle comportamental de alimentação saudável e com a mudança de peso em um período de 18 meses.

O trabalho mostrou que as pessoas que sentiram culpa não mostraram atitudes mais positivas ou mais esforçadas para se manterem saudáveis, se comparadas com aquelas que celebravam o bolo de chocolate. Em vez disso, as pessoas culpadas mostravam menos controle para comer e falhavam em manter seu peso ao longo dos 18 meses, se comparados com aqueles que celebravam o alimento. As mulheres tendem a ser mais afetadas por sentimentos de culpa que os homens quando se trata de comida.

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Segundo os autores, esses sentimentos de culpa são muito semelhantes ao que acontece com os distúrbios alimentares, em que a pessoa se sente culpada por ter comido, passa um período fazendo uma dieta restritiva e pode ter episódios de compulsão alimentar. Eles afirmam que esse tipo de comportamento pode ser profundamente enraizado e muito difícil de mudar.

Acerte nos primeiros passos da dieta

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Você está ansioso pela chegada da próxima segunda-feira. Tanta expectativa tem motivo: é o dia em que você pretende dar a largada a uma séria dieta. Desta vez, porém, abandonando o radicalismo que faz os quilos perdidos voltarem em tempo recorde. Mas a consciência de que dietas restritivas não são recomendadas nem sempre é sinônimo de conhecimento sobre as regrinhas da boa alimentação. A responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, ressalta que quem deseja seguir um programa de reeducação alimentar precisa, antes de tudo, lembrar que muitos hábitos (e garfadas) precisam ser modificados. O mais importante é não ser resistente a essas mudanças.

Fuja dos cardápios monótonos<br>

Cardápios monótonos - Foto Getty Images
Cardápios monótonos - Foto Getty Images

O que não falta é variedade de frutas, legumes e verduras. Por isso, inclua muitos deles no seu cardápio. "Alimentação adequada pede variedade de alimentos", reforça Roberta. Não se esqueça de completar o menu com diferentes tipos de carnes, cereais, leguminosas, leites e derivados, grupos alimentares essenciais para a alimentação diária.

Tire o foco das calorias

Balança - Foto Getty Images
Balança - Foto Getty Images

Contar calorias é importante, já que é um meio para direcionar a sua dieta. Sabendo a quantidade de calorias diárias que você precisa ingerir, dá para manter o peso, emagrecer ou engordar. Porém, elas são somente uma característica da dieta. "Basear-se apenas na energia fornecida pelos alimentos pode fazer com que a quantidade dos nutrientes, como carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais, não seja atingida", esclarece a nutricionista do Minha Vida

Não descuide dos líquidos

Água - Foto Getty Images
Água - Foto Getty Images

Alimentação equilibrada inclui dois litros de água todos os dias. A quantidade é ideal para repor a perda natural do organismo e auxiliar no funcionamento do intestino.

Consuma alimentos poderosos

Alimentos poderosos - Foto Getty Images
Alimentos poderosos - Foto Getty Images

Busque informações nos rótulos dos alimentos e opte pelos que são nutricionalmente melhores, aconselha Roberta Stella. Ela esclarece dizendo que açúcar e farinha refinada, por exemplo, são formados por carboidratos, mas não os do melhor tipo. Dê preferência às versões integrais dos alimentos. Além de encontrar carboidratos complexos, a escolha faz com que a quantidade de fibras, minerais e vitaminas seja maior. Trocar alimentos a fim de diminuir a quantidade de gordura saturada também é relevante, por isso, prefira carnes magras, óleos e cremes vegetais.

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Jamais pule refeições

Jejum - Foto Getty Images
Jejum - Foto Getty Images

Uma alimentação balanceada é composta por cinco ou seis refeições diárias. O resultado soma café-da-manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. "Estabeleça horários para cada um, pois, assim, fica mais fácil se adaptar ao novo hábito", aconselha a nutricionista. E nem pense em prolongar o intervalo das refeições. Ficar em jejum só faz com que você chegue faminto à próxima refeição, ficando mais vulnerável às tentações.

Seja flexível consigo mesmo

Doces - Foto Getty Images
Doces - Foto Getty Images

Não precisa se tornar um prisioneiro da sua dieta. Tendo hábitos saudáveis, você pode se dar ao luxo de se deliciar com seus pratos preferidos de vez em quando. Para isso, é preciso apenas controlar a quantidade e também não exagerar na periodicidade do consumo.

Habitue-se a experimentar

Experimentar - Foto Getty Images
Experimentar - Foto Getty Images

Muita gente não consome nenhum tipo de legume alegando não gostar deles. "Algumas pessoas chegam até a ter ânsias de vômito se ingerem certos vegetais", cita a nutricionista. Quando são analisadas as preferências e a rotina alimentar, notamos que não há nenhuma atitude favorável à experimentação de novos alimentos, para que o paladar se adapte a sabores diferentes, completa. Para cumprir a primeira tarefa da reeducação do seu estômago, portanto, basta abrir a boca e a mente para provar alimentos que antes não faziam parte dos seus pratos e são indispensáveis para a saúde.