Mesmo após os 40 adotar alimentação saudável reduz risco de doenças cardiovasculares

Chances de problemas como infarto e derrame são 33% menores para quem adota dieta equilibrada

POR ESPECIALISTAS - PUBLICADO EM 19/03/2015

Homens e mulheres com 40 anos ou mais que passam a ter uma alimentação mais saudável diminuem o risco de um ataque cardíaco ou de um acidente vascular cerebral em até um terço. Essa é a descoberta de um novo estudo do King?s College London publicado no American Journal of Clinical Nutrition no dia 18/03.

A pesquisa contou com a participação de 162 homens e mulheres não-fumantes com idades entre 40 e 70 anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos: aqueles que seguiram uma dieta que atendia as atuais diretrizes alimentares do Reino Unido e quem teve uma alimentação típica britânica.

A primeira dieta era rica em frutas, vegetais, óleo de peixe, alimentos integrais, pouca gordura saturada, açúcar e sal adicionado. Foi pedido ao participantes deste grupo para substituir bolos e biscoitos por frutas e oleaginosas e eles também utilizaram óleo ricos em gorduras monoinsaturadas. A outra dieta contava com gorduras saturadas, mais açúcar e sal, menos legumes, vegetais e fibras.

Após 12 semanas, o grupo que seguiu a dieta saudável perdeu em média 1,3 quilos, enquanto os outros voluntários ganharam 0.6 quilos. O perímetro da cintura ficou 1,7 cm menor no grupo da dieta saudável. Este mesmo grupo também apresentou redução da pressão arterial e dos batimentos cardíacos por minuto. Os níveis de colesterol também diminuíram em 8%.

Confira o que não pode faltar em uma dieta cardioprotetora:

Óleos vegetais

Um dos alimentos com maior destaque na dieta mediterrânea é o azeite. "Aqui no Brasil, entretanto, esse alimento costuma ser muito caro, daí a substituição por óleos vegetais", explica a nutricionista Maria Beatriz.

O óleo de soja é um ácido graxo poli-insaturado, rico em vitamina E, ômega 6 e ômega 3, que ajuda a regular os níveis de colesterol e, assim, a proteger o coração. O de canola, um pouquinho mais caro, é a melhor fonte de ômega 3. O óleo de girassol, por sua vez, contém além do ômega 3 e ômega 6, vitamina E e gorduras monoinsaturadas, que aumentam o bom colesterol (HDL) e reduzem o mau colesterol (LDL). Mas não abuse, a ingestão excessiva desses ou de outros óleos prejudica o funcionamento do coração ao favorecer a formação de placas de gordura que atrapalham a circulação do sangue.