Slow Food, a favor do prazer gastronômico

Movimento internacional preserva o RG alimentício de cada país

Por Minha Vida - publicado em 13/08/2009


Em meio ao grande aumento do consumo de alimentos do tipo fast food, resultado da forçosa rotina apressada, surgiu um movimento que prega o prazer da alimentação. A atividade internacional leva o nome de Slow Food e, por trás das garfadas vagarosas, desperta a consciência ambiental de seus adeptos. Hoje, mais de 80 mil sócios seguem os conceitos do Slow Food, em cerca de 100 países.

A idéia da organização, fundada na Itália em 1986, é preservar a cultura alimentar de cada país e de suas regiões, em movimento contrário à padronização dos cardápios, que permite encontrar o mesmo sanduíche ou o mesmo macarrão do Brasil à China, passando pela Índia. A alimentação de quem segue os conceitos do Slow Food não muda muito, pois nenhum tipo de comida é restringido do cardápio.

A pessoa apenas passa a ter consciência do que está comendo e da forma como está fazendo isso , explica a ex-líder do Slow Food na cidade de São Paulo, Heloisa Mader. Ela continua, exemplificando que em vez de passar no drive thru e se entupir de batata frita enquanto dirigimos o carro, fazemos nossa própria refeição em casa, com alimentos orgânicos, sem pressa

Prazer na hora das refeições é fundamental, segundo adeptos

Mão na massa

Na prática, o movimento se estende um pouco mais para atuar em contraponto da alimentação massificada. Para isso, educa produtores e consumidores a preservar os alimentos e a culinária locais. Um exemplo é a proteção de instituições como os caffé italianos, os bistrots franceses e as inns inglesas, o que a organização considera como lugares destinados ao prazer gastronômico.

Os associados ao Slow Food dividem-se em sedes localizadas em diferentes países. Chamadas de Convivia, essas sedes são as responsáveis pela organização periódica de jantares temáticos, degustações e passeios.
A Arca do Sabor e as Fortalezas são mais exemplos de atividades a favor da preservação alimentícia e da valorização de práticas antigas. A primeira entra em ação para catalogar produtos artesanais de qualidade. Já a outra sustenta os produtores e ajuda a promover os alimentos típicos. De acordo com Heloisa Mader, a idéia é gerar novas oportunidades de trabalho, ampliando a renda das áreas rurais. A atuação pode envolver um único queijeiro ou reunir milhares de agricultores, exemplifica.

A identificação dos produtos brasileiros participantes da Arca começou em 2002, quando o bastão de guaraná dos índios Sateré Maué foi lançado. Outros exemplos apoiados pelas Fortalezas são os produtos de umbu, transformados artesanalmente no sertão baiano, e o palmito produzido pelos índios guaranis, no litoral norte de São Paulo. www.slowfood.com

O encontro virtual do movimento é feito através do site www.slowfood.com. Pelo endereço, o internauta encontra um resumo das atividades mais importantes do Slow Food e tem um link direto com os associados. No Brasil, o movimento é representado pelo site www.slowfoodbrasil.com.  


Este conteúdo ajudou você? Já ajudou você e + 1254 pessoa(s) Já avaliou

Imprima

Erro

erro

Comente

Compartilhe

siga o minha vida e melhore sua qualidade de vida

Saiba mais

Copyright 2006/2012 Minha Vida - Todos os direitos reservados

"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas."

  • O Minha Vida é uma empresa Endeavor

  • Prêmio ABEMD 2010 Associação Brasileira de Marketing Direto

  • Nós aderimos aos princípios da 
                                charte HONcode da Fondation HON Nós aderimos aos princípios da carta HONcode.
    Verifique aqui