Obesidade Infantil é um mal que preocupa cada vez mais

A cada dez crianças obesas, oito continuam a ser obesas na vida adulta

Por Especialista - publicado em 29/06/2010


Vivemos um momento de epidemia da obesidade e estudos comprovam estreitas ligações da obesidade na criança e adolescente com doenças na vida adulta como: diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia. A causa é multifatorial, sabe-se que o hábito alimentar inadequado é um dos fatores contribuintes para desencadear a doença. A incidência da obesidade no Brasil vem aumentando nos últimos anos, principalmente nos grandes centros urbanos, independente da classe social.

A obesidade está relacionada na maioria dos casos pelo consumo excessivo de alimentos com redução da atividade física, sendo menos de 5% provocada por distúrbios endocrinológicos ou neurológicos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o número de crianças obesas tem aumentado cada vez mais. Enquanto nos anos oitenta apenas 3% das crianças eram obesas, hoje este número subiu para 15%. 

Este é um dado que preocupa, uma vez que pesquisas mostram que em cada 10 crianças obesas, 8 se tornam adultos obesos. Isto ocorre, pois é durante a infância e adolescência que os hábitos alimentares, que serão seguidos futuramente e que influenciarão diretamente a saúde do adulto, são formados. Por isso, é extremamente importante que neste período a criança seja realmente educada quanto a uma nutrição adequada e balanceada.

Este processo de educação é literalmente um aprendizado, onde os pais têm grande influência, devendo servir como exemplo.Então de nada adianta querer educar um filho se você pai ou mãe não agem corretamente. 

O que fazer para reverter ou evitar a obesidade infantil?

A infância e adolescência são períodos onde está ocorrendo o crescimento e desenvolvimento da criança. A demanda energética necessária para suprir estas necessidades é alta, além disso, deve ser suficiente apara garantir a prática de uma atividade física.
Por este motivo restrições alimentares severas não são indicadas, o adequado é apenas a realização de orientações dietéticas, ou seja, cortar o que é excesso na alimentação.  

Melhorando o consumo alimentar da alimentação

  • Evitar consumo excessivo de salgadinhos, frituras, refrigerantes, doces e guloseimas em geral, limitando o uso destes a 1x/semana no máximo
  • Mude os lanches do seu filho, usando sanduíches com peito de peru, ou presunto magro ou de aves, queijos magros e lights (muzzarela ou prato light)
  • Acrescente suco de frutas ou a própria fruta aos lanches
  • Ajude as refeições fracionadas a virar rotina do seu filho, diminuindo assim o volume dos alimentos ingeridos nas refeições principais
  • Estimule o uso de saladas cruas, mesmo que no inicio sejam necessários complementos como kani kama, atum ou queijos magros. Uma boa dica é montar pratos de saladas bem coloridos e variados, ou seja, que sejam atrativos para as crianças
  • Passe a usar mais produtos integrais, diminuindo a quantidade dos refinados
  • Substitua os refrigerantes por sucos naturais e não deixe que a ingestão de líquidos junto às refeições, seja maior que 250 ml
  • Procure não adoçar sucos, deixe que a criança crie o hábito em não precisar deste complemento nada saudável ao suco.
  • Nunca use doces e guloseimas como recompensas
  • Evite que as refeições sejam feitas em frente à TV ou computador
  • Não insista que a criança raspe o prato, caso já esteja satisfeita e evite o hábito de repetir mais um pouquinho.

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