HC testa terapia para tratar depressão na pós-menopausa

Instituto do Hospital das Clínicas, em São Paulo, usa terapia cognitivo comportamental

Por Minha Vida - publicado em 20/07/2010


O Resultado do estudo da psicóloga Leiliane Tamashiro, do Programa de Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas em São Paulo, aponta a terapia cognitivo comportamental (TCC) como método eficaz para o tratamento da depressão na pós- menopausa, transtorno que pode afetar de forma leve, moderada ou grave, mais de 80% das mulheres nessa fase da vida. O método se orienta pelos sintomas atuais do paciente e é voltado para a ação e não apenas para a tomada de consciência.

A pesquisa envolveu 22 pacientes de 50 a 60 anos, submetidas à TCC pelo período de 24 semanas, sendo avaliadas antes e após o tratamento. Segundo a avaliação realizada por meio de instrumentos como Questionário da Saúde Mental da Mulher, Inventário de Depressão de Beck e Escala Climatérica de Greene, 81% tinham péssima qualidade de vida e os níveis de depressão variavam de moderada (40%) e leve (33%) a grave (9%). A pacientes sem depressão representavam 17% da amostra.

Após o uso da terapia, 71% das mulheres passou a apresentar boa qualidade de vida e 29%, ótima. Com relação à depressão, 40% deixou de ter qualquer sintoma depressivo, 45% passou à forma leve e 15% à moderada. Segundo a pesquisadora, esses resultados evidenciam a eficácia do tratamento e abre uma nova perspectiva para mulheres na pós-menopausa, considerando que, até pouco tempo, costumava-se relacionar os sintomas da depressão apenas à perda hormonal e a reposição era vista como a grande solução. Porém, muitas vezes o beneficio não era o esperado e, além disso, surgiram as contra indicações, especialmente o risco de câncer. Nesse panorama, a terapia cognitivo comportamental (TCC) mostra-se como opção segura e eficaz para o tratamento.

Nas gerações anteriores, a expectativa de vida média das mulheres era de aproximadamente 55 anos, portanto havia pouca necessidade de a sociedade preparar estas mulheres para o período posterior à menopausa. "Agora que vivemos por um tempo muito maior significa que quando entramos na menopausa, ainda temos pela frente algo em torno de 40% de nossas vidas por viver", diz a ginecologista Cristina Corrêa. A menopausa ocorre quando os níveis de estrogênio começam a diminuir e provocar mudanças no ciclo menstrual.

Triagem

Para dar continuidade à pesquisa, a psicóloga abriu um novo grupo de tratamento e convoca mulheres de 50 a 60 anos na pós-menopausa, com depressão leve a moderada ou sem depressão, que nunca tenham feito reposição hormonal e que não menstruem há pelo menos um ano. São 80 vagas e as inscrições podem ser feitas diretamente no ambulatório ProMulher do IPq às segundas-feiras das 13h às 16h - Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 (dentro do Complexo HC - próximo ao Metrô Clínicas) ou pelo e-mail: leiliane.tamashiro@hotmail.com  


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