Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, 30 milhões de brasileiros sofrem com a enxaqueca. A incidência na população feminina pode atingir 18 a 20%. Cerca de 75% dos sofredores de enxaqueca são mulheres. A Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 tipos de dores de cabeça, desde as tensionais, normalmente associadas ao estresse, até as que são resultantes de ressaca, aneurismas, medicamentos como o Viagra e tumores. A pior delas, felizmente muito rara, é a cefaléia em salvas, geralmente ao redor de um dos olhos e das têmporas, descrita como insuportável e que leva o paciente a atitudes extremas, como bater a cabeça contra uma parede.
Sem qualidade de vida
A enxaqueca é muito mais que uma dor. É um grande mal estar, dando a sensação de que a cabeça está enorme, pulsando, martelando ou que o cérebro está sendo pressionado num ritmo enlouquecedor. Tudo passa a incomodar, luz é uma tortura; os odores, um sacrifício, os sons transformam-se em ruídos ensurdecedores, o estômago revira e os vômitos são a conseqüência natural. Esse martírio pode durar dias, num vai e vem de intensidade maior e menor que impede a realização da maior parte das atividades do dia. Muitos fatores tornam a enxaqueca uma doença de causas indecifráveis. O primeiro deles é que não
há sequer um exame laboratorial que declare a dor como enxaqueca. Todos os exames são normais, desde os exames bioquímicos até os mais sofisticados métodos de imagem. Esse diagnóstico é clínico e baseado na descrição do paciente. Segundo, a dor é um sintoma que depende do limiar de tolerância dos pacientes, o que é muito diferente de pessoa para pessoa, pois umas chegam ao pronto-socorro em verdadeira crise de histeria desencadeada pela dor, enquanto outras, mesmo referindo dor forte, preferem se fechar num quarto escuro até obter alívio. Terceiro, a enxaqueca é uma dor com diferentes e até opostos fatores desencadeantes, tornando difícil agrupá-los dentro de uma única causa.
Dormir muito ou dormir pouco, muito calor ou muito frio, muito café ou a falta dele, bebidas alcoólicas, jejum prolongado e refeições copiosas, oscilações hormonais nas mulheres, estresse, medicamentos, sedentarismo e determinados alimentos. Além de tudo isso, o uso crônico de analgésicos, principalmente os que contém cafeína, pode levar à cronicidade
da dor, que passa a ser diária, o que leva à auto-medicação com doses progressivamente maiores de analgésicos.
Aprenda a tratar esse mal na coluna: A dieta pode contribuir para curar a enxaqueca?
Nos ensine os seus truques, como você trata a enxaqueca?