Algas matam a fome sem pesar na dieta

Conheça as variedades que podem ser incluídas na alimentação

Por Minha Vida - publicado em 22/11/2010


As algas fazem parte da alimentação tradicional de diversos países asiáticos, principalmente do Japão, onde 25% do cardápio é composto por essas plantas. No Brasil, ainda são pouco conhecidas e consideradas exóticas. Mas podem ser uma opção para variar os pratos e um aliado de quem está tentando emagrecer.

O professor do departamento de Biologia da Universidade de São Paulo (USP) Eurico Cabral de Oliveira explica que as algas possuem teores mínimos de gordura e muitas vitaminas, proteínas e fibras, além de tipos de carboidratos que nosso organismo não tem capacidade de digerir. Portanto, dão sensação de saciedade sem causar danos à dieta e ainda beneficiam a saúde. 

Inclua algas no cardápio

Segundo a ficologista (especialista em algas) Guiomar Contreras, existem mais de 22 mil espécies de algas, mas somente 20 servem para o consumo humano, sejam frescas ou secas. "Quando frescas, são acrescentadas a saladas ou acompanham outros pratos. Esse uso é bem difundido no Oriente, especialmente nas Filipinas, e também no Havaí, onde dezenas de espécies diferentes podem ser encontradas em feiras e mercados especializados em frutos do mar", diz Eurico. As versões secas podem ser colocadas em sopas e pratos com carnes. Na cozinha, Eurico aconselha tratá-las da mesma forma que vegetais como vagem e ervilha. As principais algas comestíveis são:

Nori: de cor escura, espécie de roxo que puxa para o preto, se transforma em verde fosforescente quando torrada e temperada. Essa é a alga que enrola o arroz e o recheio do sushi e, por isso, é a mais famosa e consumida no Brasil.

Kombu: amarelada quando viva e quase negra quando seca, essa alga é bastante utilizada para temperar sopas. Rica em iodo, costuma ser vendida em tiras ou folhas.

Wakame:
do mesmo grupo do Kombu, é rica em iodo e aparece com frequência nas sopas japonesas feitas à base de miso, pasta composta por grãos e temperos.

Arame: apresenta um sabor mais doce e suave que boa parte das algas.

Hijiki: de gosto forte e coloração escura, essa variedade tem forma de pequenos fios de arames.

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Algumas propriedades medicinais das algas já foram comprovadas."Algas pardas (Phaeophyceae), como kombu e wakame, com alto teor de iodo, ajudam quem tem distúrbios da tireoide. A Digenia simplex, uma variedade vermelha, atua como vermífugo", afirma o professor. De acordo com Guiomar, por funcionarem como suplementos nutricionais, as algas também podem ajudar quem tem problemas de colesterol, diabetes, depressão e prisão de ventre.

Acostumar-se ao gosto das algas, tão estranho para os ocidentais, é uma questão de tempo e insistência. "É preciso aprender a reconhecer aquele sabor como algo bom", avalia Eurico. Além disso, no Brasil, é preciso encontrar lugares onde comprar essas plantas. Supermercados das grandes cidades, lojas de produtos naturais e estabelecimentos asiáticos normalmente oferecem o produto, que vem até com receitas nos rótulos. Guiomar ressalta que o esforço vale a pena, já que os japoneses devem muito de sua a longevidade às algas. 


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