A cúrcuma, componente do curry, pode ajudar a desencadear um processo que inibe a atividade de células cancerígenas presentes na saliva, que fazem com que o câncer de pescoço e de cabeça se desenvolva, diz um estudo da Universidade da Califórnia (EUA). De acordo com autores do estudo, a especiaria, altamente consumida em alguns países asiáticos como a Índia, mas encontrada no Brasil, também ajuda na redução do número de moléculas inflamatórias na saliva.
Os 21 pacientes com câncer na cabeça ou no pescoço que participaram do estudo foram submetidos a testes de saliva antes e depois de mastigar dois tabletes de cúrcuma. A análise mostrou que havia um menor número de células cancerígenas após o consumo do componente do curry. De acordo com os cientistas, a ação antioxidante desse nutriente pode ajudar a retardar o desenvolvimento de tumores.
A cúrcuma, entretanto, não substitui os tratamentos tradicionais para diminuir a multiplicação de células cancerígenas, como a quimioterapia e a radioterapia, mas pode ser usada juntamente com esses tratamentos para diminuir casos específicos de câncer de cabeça e pescoço. Os autores do estudo também alertam que quantidades de curry normalmente ingeridas na comida não são suficientes para ter efeito na prevenção de câncer. São necessárias doses administradas por médicos para que a cúrcuma tenha efeito preventivo.
Aliado contra o Parkinson
Outro estudo, realizado na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, revela que o curry, condimento tradicional da culinária indiana, protege o sistema nervoso e evita o desenvolvimento de doenças degenerativas como o Mal de Parkinson.
Foram testados ratos geneticamente modificados em laboratório, que ingeriram doses variadas de curry durante os estudos, enquanto outros que não tiveram o condimento adicionado à dieta.
A análise concluiu que metade dos ratos que receberam o curry apresentaram uma redução significativa das células danificadas pela doença e apenas 19% dos demais que foram submetidos a tratamentos tradicionais com medicamentos apresentaram melhoras.
Os pesquisadores explicam que tais resultados se devem a presença da curcumina, substância presente no curry, que age diretamente sobre a proteína causadora da doença. A curcumina diminuiria o número de células danificadas pela doença e inibiria a ação desta proteína que leva os neurônios a morte.
Dessa maneira, o cérebro de uma pessoa que ingere doses moderadas do condimento está mais protegido contra o Mal de Parkison , do que o das pessoas que não consomem curry. Acredita-se que por sua ação sobre o sistema nervoso, o condimento também possa auxiliar no tratamento de outras doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer.