Uma equipe de especialistas do Harvard Medical School (EUA) descobriu que consumir de duas a três xícaras de café por dia reduz o risco de depressão. A pesquisa foi publicada no Archives of Internal Medicine.
Os estudiosos acompanharam a saúde de um grupo com mais de 50 mil enfermeiras ao longo de uma década e fizeram questionários para registrar o quanto elas consumiam de café. Apenas 2.600 dessas mulheres apresentaram sinais de depressão durante do período, sendo que a maior parte consumia pouco café ou não tomava a bebida.
Os pesquisadores descobriram que as mulheres que consumiam de duas a três xícaras por dia tinham 15% a menos de chances de sofrer depressão do que aquelas que bebiam apenas um copo de café por semana ou até menos. O estudo ainda mostra que café descafeinado não teria o mesmo efeito.
Ainda que as razões desse efeito não estejam claras, os autores acreditam que a cafeína pode alterar a química do cérebro. Outra possibilidade, dizem os pesquisadores, é que pessoas propensas a ter depressão optam por não tomar café porque a bebida possui muita cafeína, e um os sintomas mais comuns da depressão é perturbação do sono.
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Desvende oito mitos sobre a depressão
Muitas pessoas confundem mau humor e tristeza, que são experiências universais, com depressão. Por conta disso muitas pessoas podem achar que sabem tudo sobre a doença. Mas, essa afirmação não é verdadeira. Confira os principais mitos que rondam a doença e as explicações da psicoterapeuta e especialista do Minha Vida Evelyn Vinocur:
1º mito: depressão não tem cura
A depressão é tratável e mais que 80% dos indivíduos com transtornos depressivos melhoram com o tratamento. Medicamentos modernos e novos tratamentos continuam sendo descobertos. O primeiro passo para um tratamento efetivo é ser avaliado por um especialista que faça o diagnóstico diferencial, como por exemplo, uma depressão que pode estar ligada a um problema na tireóide. Mas, uma vez que seja diagnósticado a depressão o médico precisa decidir por um tratamento que inclua medicamentos, psicoterapia ou a combinação dos dois.
2º mito: depressão é parte normal da vida
Fazer um paralelo entre "ficar pra baixo" e ter depressão, seria o mesmo que dizer que resfriado é igual a pneumonia. Muitas vezes nos decepcionamos, ficamos tristes, seja por um evento estressor, ou porque não formos lembrados por alguém que gostamos, ou em consequência de um fato, as vezes, até por conta de um dia chuvoso. Mas, essa tristeza dura muito pouco, geralmente, um dia ou dois. Já a depressão pode durar por toda a vida, e a doença é muito mais invasiva e limitante. Ninguém se suicida por conta de tristeza.
3º mito: pessoas com depressão estão apenas tristes com elas mesmas
A depressão afeta 20 milhões de pessoas anualmente, só nos EUA. Muitos indivíduos famosos tiveram depressão, como Alexandre, o grande; Napoleao Bonaparte; Abraham Lincoln; Theodore Roosevelt; Winston Churchill; George Patton; John Brown; Robert E. Lee; Florence Nightingale; Sir Isaac Newton; Michelangelo e muitos outros. Não exatamente pessoas que só ficaram chateadas por algumas situações cotidianas.
4º mito: você pode mandar a depressão ir embora, caso contrário é um fraco
A depressão não pode ser banida, tanto quanto um ataque cardíaco ou diabetes. A depressão é um transtorno neuroquímico no organismo, que não pode ser superado simplesmente pelo pensamento positivo ou firme determinação. Devido ao estigma ainda grande pela doença mental, procurar ajuda para a depressão é um ato de coragem e força e não fraqueza.
5º mito: a depressão é parte normal do envelhecimento
A depressão não é parte esperada de um envelhecimento normal. Mas a idade faz com que nós experimentos muito mais das situações que podem deprimir uma pessoa: perda de um familiar, de amigos, outras doenças, isolamento e problemas financeiros.
Além do mais, muitas pessoas com mais de sessenta anos, viveram numa época onde a doença mental era abertamente comentada e conhecida, e eles podem sentir-se mais constrangidos de falar sobre a depressão e ou pedir ajuda para o seu tratamento, em comparação a pessoas de menos idade, de outra geração.
As maiores taxas de suicídio ocorre em maiores de sessenta e cinco anos, sendo os homens mais vulneráveis do que as mulheres. É imperativo que os idosos deprimidos procurem ajuda médica para a depressão, se houver.
6º mito: a depressão afeta só as mulheres
Apesar das mulheres serem duas vezes mais acometidas que o homem pela depressão, a doença também afeta homens. Frequentemente, depressão clínica é sub-relatada em homens, principalmente em culturas desencorajadoras e que relacionam pedido de ajuda à fraqueza. Homens têm taxas maiores de suicídios exitosos do que mulheres, por isso é crucial que os homens procurem ajuda para os seus sintomas.
7º mito: a depressão não afeta crianças e adolescentes
Gostaríamos de acreditar nisso, que todas as crianças vivenciassem uma infância alegre e sem preocupações. Mas, simplesmente, isso não é a verdade. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, os estudos mostram que um em cada 33 crianças e que um em cada oito adolescentes são deprimidos ao longo dessa etapa de vida.
As crianças não estão preparadas para falarem sobre seus sentimentos como os adultos, por isso os adultos devem tomar a iniciativa de procurar e observar sintomas de depressão nessa faixa etária.
8º mito: se alguém da sua família sofrer de depressão, você, possivelmente herdará essa genética
Do mesmo modo que você pode ser predisposto a ter pressão alta ou diabetes, você pode ser geneticamente predisposto à depressão. O que não significa dizer que se uma pessoa da família tiver história de depressão você estará fadado a sofrer de depressão também.
Simplesmente, saiba que as suas chances de ter depressão são maiores do que se você não tivesse nenhum parente com depressão. O tratamento deverá ser iniciado o mais precocemente o quanto possível.