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Café com moderação pode proteger coração de insuficiência cardíaca

Duas xícaras da bebida por dia podem reduzir o risco da doença em 11%

Por Minha Vida - publicado em 27/06/2012


Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center fizeram uma nova análise de estudos sobre o consumo de café e descobriram que ingerir a bebida com moderação - cerca de dois copos por dia - pode prevenir insuficiência cardíaca. As novas descobertas foram publicadas na revista Circulation Heart Failure

A equipe analisou os resultados de cinco estudos publicados anteriormente, sendo que quatro desses foram feitos na Suécia e o quinto foi feito na Finlândia, totalizando mais de 140.000 pessoas envolvidas. Os pesquisadores encontraram mais de 6.500 relatórios de insuficiência cardíaca entre os participantes durante um período que variou de oito a 35 anos, dependendo do estudo.  

Cruzando esses dados com o hábito de beber café dos participantes, os autores descobriram que aqueles que ingeriam por dia três ou quatro porções de café descafeinado - tipo mais comum na Suécia e Finlândia - tiveram o risco de insuficiência cardíaca reduzido em 11%. Adaptando as quantidades, a proteção pode ser percebida pelo consumo de duas xícaras de café normal. 

Os autores afirmam que esse estudo não estabelece uma relação de causa e efeito e que são necessárias mais pesquisas para analisar melhor os fatos. Eles afirmam que, embora a insuficiência cardíaca possa ser controlada com remédios e mudanças de estilo de vida, o consumo de café é uma forma de ajudar a proteger o indivíduo desses riscos. 

Acerte na dose e faça do café aliado da sua saúde

Tipo de café

As dúvidas sobre os benefícios e a quantidade ideal de consumo de café são muitas. "Existem várias pesquisas sobre o assunto e algumas trazem resultados conflitantes", afirma a endocrinologista Claudia Chang, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O único consenso, por enquanto, estabelece a quantidade máxima recomendada por dia: de 300 a 400mg de cafeína, equivalentes a três ou quatro xícaras médias de café coado, ou a metade disso na versão expressa, que é mais concentrada. 

Coração blindado

O café possui um efeito anti-inflamatório, que deixa as veias livres para o sangue circular, protegendo nosso corpo contra doenças cardíacas. Mas atenção: a proteção cai por terra caso o consumo de café ou outras substâncias ricas em cafeína (como chá mate, chá preto e refrigerantes de cola) alcance mais de 800mg/dia.  

Crianças podem tomar café? E gestantes?

As crianças podem tomar café, desde que não ultrapassem 45mg/dia (cerca de meia xícara). O sistema neurológico infantil é mais sensível e o excesso de cafeína pode prejudicá-lo. "Mas, mantido este cuidado com a quantidade, o café pode aumentar a concentração e a disposição mental, ajudando crianças com déficit de atenção", afirma o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. 

Embora o consumo de cafeína não esteja relacionado à má formação ou retardo do crescimento uterino, o ideal é que a gestante não consuma quantidades muito altas de cafeína, sendo o limite seguro de 300mg/dia, isso porque o consumo excessivo de café pode levar à perda de peso da gestante e do feto.  

Café realmente tira nosso sono?

Sim. Isso acontece porque o consumo de cafeína bloqueia a ação de um componente químico do cérebro, que determina a necessidade de sono e desperta a vontade de dormir. "Os efeitos da cafeína persistem por quatro a seis horas após o consumo. É preciso ter isso em vista para que uma xícara de café não se transforme em gatilho para a insônia", afirma a endocrinologista Claudia. 

Quais os riscos do excesso?

De acordo com o nutrólogo Roberto, consumir o café em quantidades acima do recomendado - mais de três xícaras - pode trazer riscos, como: 

  • Elevação da pressão arterial (pessoas hipertensas devem evitar consumir mais de 500mg/ dia de cafeína)
  • Arritmia cardíaca: a cafeína aumenta a frequência cardíaca
  • Piora de quadros gástricos, como refluxo e gastrite, porque a cafeína irrita o sistema digestivo, principalmente quando o consumo é em jejum
  • Dificuldade para absorção do cálcio, pois a cafeína reduz a absorção intestinal desse mineral, contribuindo para o aparecimento da osteoporose.

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