Será que é sina: pais obesos, filhos obesos? - I Parte

<EM><FONT face=Arial><FONT style="FONT-SIZE: 12px">A obesidade se torna um alerta mundial e só depende de cada um diminuir esse índice alarmante</FONT></FONT></EM>

Por Especialista - publicado em 25/07/2007


Em Portugal:
A partir de julho, ao abastecer o automóvel numa bomba de gasolina, o consumidor português será surpreendido por uma mensagem de alerta contra a obesidade num outdoor ou na bomba do combustível, em folhetos ou no circuito interno de televisão. É que, de acordo com a Lusa, a Direção-Geral da Saúde e a petrolífera Galp têm tudo a postos para uma campanha sistemática , a ser desenvolvida nos próximos três anos, de alerta para a obesidade infantil e de apelo aos pais para que incentivem seus filhos a fazer exercícios físicos. Segundo o diretor-geral de Saúde, Francisco George, a campanha terá como público-alvo os 300 mil clientes diários dos postos Galp. Temos que utilizar o potencial da comunicação para poder mudar comportamentos , disse, assumindo que a informação sobre obesidade infantil ainda é insuficiente , informa o Diário de Notícias de Lisboa.
Em Londres:
A Masterfoods, companhia que produz as barras de cereais e os chocolates Mars e Snickers não fará mais comerciais dirigidos a crianças com menos de 12 anos de idade. A empresa anunciou que tomou a decisão em resposta às preocupações expressas por jovens e pais . O bloqueio será em escala mundial até o fim de 2007.


Até então, a Masterfoods promovia os produtos Mars e Snickers em programas de televisão, sites e publicações que tinham como alvo crianças de mais de seis anos de idade. Obrigada a rever suas estratégias de marketing diante da crescente preocupação com a obesidade infantil, a empresa continuará a promover os produtos da linha Better for You a todas as crianças acima de nove anos , destaca a Ansa, de Londres.

Nos Estados Unidos:
Com o pior índice de obesidade infantil nos EUA, o Estado de West Virginia está seguindo com os planos de usar o videogame Dance Dance Revolution , da Konami, para combater o problema nas escolas. No Brasil, o jogo é popular em shopping centers. O Estado norte-americano planeja colocar o videogame em cada uma de suas escolas públicas, isto porque uma pesquisa sugere que o jogo ajuda a evitar ganho de peso. Resultados preliminares de um estudo de 24 semanas que acompanhou 50 crianças obesas com idades entre 7 e 12 anos mostraram que os jovens que jogaram o game em casa por pelo menos 30 minutos, durante cinco dias por semana, mantiveram seu peso. Elas registraram também uma redução em alguns fatores de risco de doença coronária e diabetes , informa a Reuters.


No Brasil:
A obesidade infantil é um tema preocupante também, que mobiliza diversos segmentos da sociedade: pais, professores, médicos, representantes do Governo, publicitários, indústrias alimentícias, entidades de defesa do consumidor... De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 30 anos, a proporção de crianças e adolescentes do sexo masculino acima do peso subiu de 3,9% para 18%. Entre as meninas, o salto foi de 7,5% para 15,4%. A obesidade, já encarada em todo o mundo como epidemia, atinge seis milhões de jovens brasileiros.

A diferença entre excesso de peso e obesidade é identificada a partir do cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC). Para se chegar a ele, basta dividir o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado. Se o resultado ficar entre 25 e 30, a pessoa está com excesso de peso. Acima de 30, é obesa. O cálculo vale para adultos. Em crianças e adolescentes, além do IMC como referência, a idade é fundamental para se chegar a um resultado através de gráficos específicos.


Além de envolver vários agentes sociais, a discussão sobre as causas da obesidade abrange muitas possibilidades. O que leva ao aumento de peso, ao sobrepeso e à obesidade? Nem sempre a causa da obesidade infantil é a falta de prática de esportes ou o consumo exagerado de alimentos muito calóricos. A razão do descontrole na balança das crianças está

muito além da gula. A principal causa do problema são os próprios pais, embora dificilmente eles se dêem conta disso. Características genéticas e hereditárias como padrões de metabolismos e gasto de energia passam de geração para geração e interferem no acúmulo de gordura no corpo

Mas a herança genética tem papel menos importante quando comparada com o estilo de vida dos pais, o que é fortemente assimilado pelos filhos. No caso da obesidade, como em outras diversas situações que envolvem a criação dos filhos, o exemplo conta muito. Se os pais são sedentários, dificilmente conseguirão exigir que as crianças façam exercício. Se os pais comem mal, é pouquíssimo provável que consigam disseminar bons hábitos alimentares aos pequenos.

Aliando fatores genéticos e comportamentais, a medicina chega, hoje, a duas probabilidades preocupantes: ter o pai ou a mãe acima do peso significa até 50% de risco de o filho ficar gordo; e, se o pai e a mãe forem obesos, a chance é de até 90%. As doenças do metabolismo ou doenças hormonais são causas raras de obesidade na infância. O que vemos na maior parte dos casos é uma associação da redução do gasto calórico causada pelo sedentarismo com erros alimentares, propiciando uma maior ingestão de calorias.

Leia a segunda parte do texto:
Do leite materno ao prato


Você costuma controlar os alimentos ingeridos pelo seu filho?




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Escrito por:

Ellen Simone Paiva

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