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Adoçantes: engordam ou emagrecem?

Corpos esculturais e a busca da perfeição imposta pela mídia

Por Especialista - publicado em 20/03/2008


Desde que o ser magro tornou-se referencial (a partir dos anos 60), os produtos isentos de açúcar passaram a fazer parte do nosso cardápio diário. O vilão açucarado deu espaço para um mocinho da vida moderna: o adoçante. Estudos recentes, no entanto, colocam em cheque a sua eficácia. Mas será que ele realmente ajuda no processo de emagrecimento?

Conhecidos também por edulcorantes, os adoçantes podem ser naturais (sacarose, frutose, polióis e stevia) ou sintéticos (sacarina, ciclamato, aspartamo e sucralose). Além disso, são classificados como nutritivos, isto é, calóricos (sacarose, a frutose, os polióis e o aspartamo); e não-nutritivos, ou seja, isentos de calorias, como a sacarina, o ciclamato, o stevia e a sucralose. Em todos os casos, o objetivo principal de um adoçante é adoçar os alimentos e, ao mesmo tempo, apresentar um sabor semelhante ao da sacarose, o nosso açúcar comum.

Mas, para entender como eles funcionam no organismo, é preciso conhecê-los um pouco melhor. Estão prontos?

Sacarina: 
Foi o primeiro adoçante sintético a ser descoberto e tem poder de adoçar até 500 vezes maior ao açúcar e não é metabolizado pelo organismo. Quando utilizado em altas concentrações, deixa um sabor residual amargo. Em 1986, trabalhos científicos comprovaram a sua segurança para a saúde. A dose diária recomendada é de 175mg, ou seja, menos de um sachê de 0,8g. Suas maiores vantagens são: fácil solubilidade e a estabilidade em altas temperaturas.

Ciclamato: 
Assim como a sacarina, ele é um adoçante artificial muito usado pelo setor alimentício. Suas principais aplicações principalmente são em: bebidas dietéticas, geléias e como adoçantes de mesa. Com um menor poder de adoçar os alimentos, é apenas 30 vezes mais doce que a sacarose e não apresenta calorias. Diferentemente dos outros, possui sabor agradável e semelhante ao do açúcar refinado, mas ainda assim com um leve gostinho residual. Não é metabolizado pelo organismo e nem perde a doçura quando submetido a altas / baixas temperaturas e a meios ácidos. A dose diária recomendada é de 770mg ou um sachê de 0,8g.

Aspartamo: 
Possui sabor agradável e semelhante ao açúcar branco, só que com potencial adoçante 200 vezes maior, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a quatro calorias/grama e é muito utilizado pela indústria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet. Seu uso é contra-indicado para portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental. O aspartamo é muito sensível ao calor e perde o seu poder adoçante em altas temperaturas ou quando armazenado por muito tempo. A dose diária recomendada é de 2,8g, isto é, aproximadamente quatro saches de 0,8g.

Sucralose: 
É um adoçante sintético com poder adoçante 600 vezes maior que a sacarose. Não é calórico e apresenta sabor agradável. Assim como os outros, ele também não é metabolizado pelo organismo e é eliminado por completo pela urina em 24 horas. Além disso, não produz cáries, além de reduzir a produção dos ácidos responsáveis pela sua formação. Pode ser usado como adoçante de mesa, em formulações secas (como refrescos e sobremesas instantâneas), em aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos e compotas. Possui a vantagem de ser estável a altas e baixas temperaturas e resiste a longos períodos de armazenamento. A dose diária recomendada é de 1g, ou seja, pouco mais de um saches de 0,8g. 

Stevia: 
É um adoçante natural com poder adoçante 300 vezes maior à sacarose. Pode ser consumido por qualquer pessoa sem contra-indicações, não produz cáries e não é calórico, tóxico, fermentável ou metabolizado pelo organismo. Assim como a sacarina, o ciclamato e a sucralose, ele também apresenta boa estabilidade em altas ou baixas temperaturas. A dose diária recomendada é de 385mg, ou seja, menos de um sachê de 0,8g.

Algumas considerações 
Os adoçantes foram criados para auxiliar as pessoas diabéticas a controlar o nível de açúcar no sangue. Além do diabético, podem ainda ser indicados para auxiliar no tratamento de pessoas que sofrem de obesidade. Hoje, no entanto, parte significativa da população utiliza grande quantidade de adoçantes sem pensar na possibilidade de ocorrer efeitos colaterais.

Muitos pais acostumam desde cedo as crianças à utilizarem os adoçantes, provavelmente por desconhecerem os efeitos tóxicos e residuais destes produtos. Por exemplo, o aspartamo, quando utilizado em bebidas acima de 30ºC, como um cafezinho, apresenta efeito tóxico por elevar a produção de metanol entre 10 e 25%. Por não serem completamente absorvidos no intestino, o seu uso em doses excessivas também pode provocar diarréia.

Existem estudos concluindo que os adoçantes apresentam uma grande chance de provocar câncer. Outras pesquisas concluem que esta possibilidade é remota ou até nula.

Uma última notícia: divulgou-se recentemente na mídia uma pesquisa concluindo que o adoçante tem potencial para engordar mais que o açúcar, uma vez que nosso cérebro se prepara para consumir mais calorias após a ingestão do adoçante, fazendo a pessoa comer mais ainda. Mas, como toda pesquisa recente, ainda há controvérsias e nada definitivamente concluído.

De qualquer forma, há algumas verdades conhecidas sobre os adoçantes, pelo menos até o momento: eles ajudam a emagrecer e a controlar o diabetes. As outras conclusões, somente o tempo, e claro, mais estudos, nos revelarão.


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