Há alimentos que ajudam o relaxamento, proporcionando melhor qualidade do sono. Entre eles, podemos destacar o alface, a maçã, o pepino, o salsão e as ervas como a camomila e a cidreira. Além disso, alimentos fonte de triptofano como carboidratos, encontrados na banana, podem ajudar a proporcionar noites bem dormidas, pois o triptofano participa da formação da melatonina, hormônio responsável pelo sono. Uma dieta balanceada e individual, feita de acordo com o organismo de cada pessoa, aliada aos exercícios físicos, é a receita perfeita para noitesbem dormidas. Por outro lado, comer muito antes de deitar, principalmente alimentos refinados como arroz branco, farinhas brancas e pão branco, pode influenciar na má qualidade do sono devido sua alta absorção, pois promove o aumento dos níveis de insulina, acionando assim o metabolismo. Quanto maior a refeição noturna, maior será o tempo de latência ao sono, pois a
metabolização dos alimentos precisará ser maior devido à dificuldade de digestão, levando à um retardo do sono devido ao alto metabolismo necessário para fazer a digestão e absorção dos alimentos ingeridos.
Nutrigenômica: a alimentação baseada no perfil genético
Um dos mais recentes estudos na área da nutrição é a nutrigenômica, ou seja, o que você come pode modificar um gene e isso ser passado a outras gerações, o que significa que seus hábitos de vida atuais podem refletir na qualidade de vida de seus netos. Nossas escolhas alimentares podem influenciar a predisposição genética das nossas gerações seguintes.
A Nutrigenômica é a ciência que busca entender como a nutrição compromete o equilíbrio entre a saúde e a doença por meio das mudanças na expressão e/ou da estrutura de um perfil genético individual. De maneira mais simples, pode-se dizer que é o estudo da relação entre o consumo de nutrientes e o código genético.
Cor dos olhos, dos cabelos, altura, formato da orelha, do nariz, cor da pele... Muitas características que distinguem indivíduos uns dos outros é determinada pela genética.
Estudos já mostram que futuramente poderemos antever o aparecimento de muitas doenças. Conhecendo os nutrientes e seus compostos bioativos, podemos modificar a fórmula genética ou alterar a estrutura do DNA, sabendo que por meio da alimentação podemos desenvolver geneticamente um organismo menos predisposto ao surgimento dessas doenças.
Exemplo disso é o impacto dos flavonóides na prevenção do câncer. Pesquisadores demonstraram pela primeira vez em 1996 que os flavonóides presentes nas frutas cítricas aumentam a expressão dos genes envolvidos no sistema orgânico de defesa contra o câncer.
A nutrigenômica propõe que a alimentação de cada indivíduo seja única e funcional, assim como é o mapa genético de cada ser humano. Alimentos que para um são remédio, para outros são veneno.
Daniela Jobst é nutricionista funcional
Para saber mais, acesse: www.nutrijobst.com.br