A eficiência dos medicamentos contra a Aids, adotados desde a metade dos anos 1990, faz com que os portadores do vírus equiparem a expectativa de vida ao restante da população. É o que informa um estudo realizado por britânicos e publicado na Journal of the American Medical Association.
A equipe de pesquisadores do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha comparou o risco de morte de 13 mil homens e mulheres de países desenvolvidos nos cinco anos consecutivos à contaminação com o risco de morte de pessoas do mesmo sexo e idade sem o HIV. Os dois grupos foram formados por indivíduos em situações semelhantes, como país onde vivem e época que foram analisados.
Os dados anteriores a 1996, quando a utilização do coquetel de remédios ainda não era disseminada, mostram que o risco de morte dos pacientes com Aids era de 8 a 20% maior, variando conforme a faixa etária.
A terapia atual é baseada em uma combinação de drogas que leva o nome de terapia anti-retroviral altamente ativa. Apesar de não haver cura ou vacina contra a doença, os remédios são capazes de manter as pessoas saudáveis durante anos.
Os riscos para uma pessoa contaminada por meio de uma relação sexual aumentam um pouco, depois dos cinco anos de contaminação. A hipótese é que isso aconteça devido a algum tipo de intolerância aos medicamentos ou porque os pacientes começam a tomar os remédios de forma menos regular.
Homens e mulheres infectados por causa do uso de drogas injetáveis não fizeram parte da pesquisa, pois o risco de óbito nesse grupo continuava sendo alto nos cinco anos após a contaminação.