Baixos níveis do colesterol considerado bom, o HDL, estão relacionados à deficiência de memória a curto prazo em adultos de meia idade. A descoberta foi feita por estudiosos do INSERM e do Hospital Brousse, em Paris, em parceria com pesquisadores da University College London.
A conclusão da pesquisa é que o HDL é um componente importante do cérebro. Além disso, o estudo sugere que a gordura possui propriedades antiinflamatórias e antioxidantes.
Os pesquisadores avaliaram a relação entre o colesterol e a memória examinando 3.673 pessoas com idade média de 55 anos, entre 1997 e 1999. A memória verbal a curto prazo foi analisada com um teste livre de recordação com 20 palavras. O déficit de memória foi definido quando o número de palavras lembradas não passava de quatro. Um teste posterior, feito entre 2002 e 2004, apontava o declínio de memória quando duas ou mais palavras não eram lembradas, comparando com os acertos do teste anterior.
Nas duas vezes, as baixas taxas de HDL foram associadas ao déficit de memória. Depois de ajustar dados como fatores sócio-demográficos, doenças e uso de medicamentos, o resultado do primeiro teste apontou que pessoas com baixo HDL tinham 27% de chances a mais de sofrer com o déficit de memória. Já na segunda prova, a probabilidade de ter o problema de memória aumentou para 53%. Pessoas que apresentaram diminuição de HDL entre a primeira e a segunda prova aumentaram as chances de ter déficit de memória em 61%.
O colesterol do bem, o HDL, faz uma espécie de faxina, retirando o que é ruim do sangue. Por isso, quanto maior o nível dele, melhor , fala sobre mais vantagens em manter estas taxas elevadas a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella. Ela informa que o nível recomendado de HDL é maior ou igual a 60 mg/dL.