Os problemas ligados a depressão pós-parto estão mais próximos de serem totalmente desvendados. A Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizou uma pesquisa com ratas e obteve um resultado que pode gerar novos modos de tratamento para acabar com a depressão e com sintomas parecidos à doença que atinge até 25% de novas mães.
O principal causador do problema está diretamente ligado a um grupo de células do cérebro, responsáveis pela regulação do humor e da ansiedade. Um agente químico, conhecido como GABA, pode minimizar a atividade dessas células nervosas, quando em contato com receptores da superfície da célula. No estudo também foi descoberto que durante a gravidez um dos receptores permanecem muito ativos e que uma pequena falha pode gerar os sintomas de depressão pós-parto.
Para entender melhor como os receptores interferem na gravidez, os cientistas testaram ratas com menos receptores e perceberam que elas apresentaram todos os sintomas das mães com depressão pós-parto, logo depois quando as ratas receberam remédios que aumentam a quantidade de receptores os sintomas desapareceram.
Lourdes Brunini, psicóloga, com especialização em psicologia clínica e psicoterapia, explica que existem dois tipos de depressão no pós-parto. Uma é mais leve e mais comum conhecida como blues , uma condição benigna que se inicia nos primeiros dias após o parto, dura poucas semanas e possui intensidade leve, já a depressão propriamente dita se inicia nos primeiros seis meses após o parto e deve envolver no mínimo três meses de tratamentos contendo cuidados ginecológicos, psiquiátricos e psicológicos .
A psicóloga também afirma que as condições existências podem contribuir para o problema. Mães adolescentes, gravidez não desejada, gravidez contrária à vontade do pai, situação civil irregular, gravidez repudiada por familiares e carência social podem ajudar na depressão pós-parto .