Com a vigência da nova Lei Seca, pesaram as atenções sobre quem perde o controle frente às doses de álcool. A embriaguez, realmente, é um dos sintomas da doença, mas não o único. Encaramos a compulsão pela bebida como o sinal mais evidente , afirma o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Universidade Federal de São Paulo.
Se você sofre com o problema, ou conhece alguém que pretende se livrar dele, deve procurar o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Isso porque o Grupo de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto está selecionando homens, a partir de 45 anos e dependentes de álcool, para tratamento e participação em estudo que vai avaliar fatores genéticos associados à dependência.
Os pesquisadores só aceitam pacientes que não façam uso de outras drogas, além do álcool e tabaco. Pessoas que apresentem doença clínica grave ou outros transtornos psiquiátricos também não podem se inscrever. O agendamento das entrevistas acontece pelo telefone (11) 3069-6960 ou pelo e-mail grea@usp.br.
De acordo com o psiquiatra da Unifesp, especializado em dependência química, o componente genético existe e está ligado ao desenvolvimento do alcoolismo. Mas ainda não se sabe qual o peso dele como fator de risco.