A Disciplina de Neurologia da Faculdade de Medicina do ABC inicia no dia 8 de setembro uma triagem de pacientes para estudo inédito sobre enxaqueca. Os especialistas buscam pessoas quem têm dores de cabeça há mais de três meses com, pelo menos, dois episódios ao mês. Os interessados devem ter mais de 18 anos.
O objetivo do estudo é comparar a eficácia de duas novas drogas no tratamento preventivo da enxaqueca. Todos os candidatos passarão por triagem, serão avaliados e receberão diagnóstico do tipo de cefaléia que sofrem.
A partir da seleção inicial, os pacientes que se enquadrarem nos perfis do estudo serão incluídos em grupos de tratamento gratuito. A pesquisa terá duração de três meses e o acompanhamento será por meio de consultas mensais.
Os interessados em participar do estudo sobre prevenção das cefaléias devem se cadastrar pessoalmente no Anexo 2, da Faculdade de Medicina do ABC. O endereço é Avenida Lauro Gomes, 2000, Vila Sacadura Cabral, Santo André, São Paulo. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h e os candidatos devem portar RG, CPF e cartão do SUS.
Entenda a enxaqueca
Considerada um problema de saúde pública, a enxaqueca promove um elevado impacto na vida dos pacientes. Segundo estudo recente, o problema atinge 16% das mulheres brasileiras e em 8% dos homens.
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica e caracteriza-se por crises de cefaléia recorrentes, que duram entre 4 e 72 horas , explica André Leite Gonçalves, médico associado ao Ambulatório de Cefaléias da Medicina ABC. Ainda de acordo com o especialista, os sintomas comuns da enxaqueca são dor do tipo pulsátil, por vezes unilateral, sensibilidade a luz e ao barulho, náuseas e vômitos.
Atualmente, existem tratamentos preventivos com medicações específicas associadas a intervenções comportamentais, que incluem exercícios, alimentação equilibrada e manutenção adequada do sono. O tratamento da enxaqueca deve ser feito em duas frentes simultaneamente: tratamento agudo para analgesia das crises e tratamento preventivo ou profilático , ressalta Mário Peres, coordenador do Ambulatório de Cefaléias da Faculdade de Medicina ABC.