Sintomas físicos da depressão confundem diagnóstico

Pacientes passam por até cinco médicos antes que a doença seja constatada

Por Minha Vida - publicado em 22/10/2008


Dor de cabeça, problemas digestivos, alterações de apetite, dor nas costas e fadiga fazem parte da lista de males que atingem o homem moderno. O que nem sempre se sabe é que todos estes sintomas podem estar relacionados a uma só doença: a depressão.

Dados sobre a relação entre a depressão e a dor física foram divulgados no último Encontro Mundial da Associação Americana de Psiquiatria, realizado em Atlanta. A pesquisa revelou números importantes que indicam a falta de diagnóstico adequado da depressão, além da negligência por parte de médicos e pacientes em relação ao assunto.

Estima-se que 72% dos pacientes não tenham conhecimento que dores difusas, dores de cabeça ou nas costas, ou ainda, distúrbios gastrintestinais também fazem parte dos sintomas da doença. Partindo para os médicos, somente 38% dos profissionais acreditam que as dores físicas são, sempre ou na maioria das vezes, um sintoma deste mal.

Mais conclusões tiradas do estudo apontam que 30% dos pacientes apresentam os sintomas físicos dolorosos por mais de cinco anos, antes de receberem diagnóstico apropriado. Além disso, chegam a procurar um especialista cerca de cinco vezes até que o quadro depressivo seja constatado.

Saiba mais sobre a depressão
Atualmente, no mundo, cerca de 340 milhões de pessoas sofrem com a depressão. Ela interfere nas habilidades para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis.

Uma disfunção no sistema nervoso central está entre as causas da depressão. O resultado disso é um desequilíbrio nas concentrações de serotonina e noradrenalina, dois neurotransmissores fundamentais no aparecimento e equilíbrio das emoções. Eles também estão ligados aos estímulos dolorosos causados pela depressão e, portanto, aos sintomas físicas e emocionais do mal.

Vale ressaltar que a resolução sintomática total tem muita importância no tratamento da depressão. Ou seja, o paciente deve alcançar e remissão tanto dos sintomas físicos quanto dos psíquicos. A remissão diminui o risco de recaídas do paciente.

Antidepressivos com ação dupla cumprem o papel de equilibrar os níveis de serotonina e noradrenalina. O mais recente medicamento deste tipo é a duloxetina, cujo mecanismo de ação caracteriza-se pela atuação sobre os dois neurotransmissores de forma balanceada e potente.

Estudada em mais de 6.000 adultos com depressão, a duloxetina age sobre os sintomas emocionais e físicos relacionados à depressão. Atualmente, a duloxetina é comercializada em mais de 40 países, dentre os quais Estados Unidos, Brasil, México, Reino Unido, Alemanha e África do Sul.


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