Endometriose causa dor durante a relação sexual

Palestra grátis discute este e outros temas relacionados à doença

POR MINHA VIDA PUBLICADO EM 26/11/2008

Ainda não totalmente desvendada pela Medicina, a endometriose se apresenta cada vez com mais freqüência. Sua incidência tem aumentado consideravelmente, porém os especialistas ainda não sabem ao certo a causa do problema. "Com a difusão dos conhecimentos da doença, tanto para os médicos, quanto para a população em geral, os diagnósticos são feitos com maior precisão e em maior número", afirma o ginecologista o ginecologista especializado em Reprodução Humana, Prof° Dr. Joji Ueno, diretor da Clínica Gera, que acaba de retornar do 37° Congresso Mundial de Ginecologia Minimamente Invasiva, evento promovido pela AAGL- Associação Americana de Ginecologia Laparoscópica - em Las Vegas, EUA, onde, há alguns anos, a doença vem sendo um dos temas mais debatidos durante o evento.

"O primeiro sintoma a aparecer, em geral, é a cólica menstrual (dismenorréia). Ela é progressiva. Ou seja, no princípio, a mulher refere-se a ela como leve. Entretanto, com o passar dos anos, a dor vai piorando até ficar muito intensa, o que a impede de fazer suas atividades habituais. Outro sintoma é a dor durante a relação sexual (dispareunia)", alerta o ginecologista. As cólicas menstruais que caracterizam a endometriose não melhoram com medicação, apresentam-se muito severas e requerem repouso. A dor que acontece durante a relação sexual, em geral, aparece quando a penetração é profunda e tende a ser mais intensa no período pré-menstrual.

Além de provocar dores fortes, a endometriose também compromete a vida sexual do casal. "Como provoca dor pélvica, às vezes contínua, e muito desconforto durante a relação sexual, é comum a mulher apresentar irritabilidade, tristeza, angústia e depressão. Muitas passam a evitar a relação sexual, afetando a vida conjugal", alerta Joji Ueno.

A doença compromete também a fertilidade feminina e, dependendo do grau, a dificuldade para engravidar pode ser maior ou menor. "Em casos leves, as tubas ainda não foram afetadas. Nesse caso, o tratamento, hormonal ou cirúrgico é menos complexo e o quadro pode se reverter. Já em casos onde a doença está instalada há mais tempo, para que a mulher engravide é necessário que ela recorra a algum método de reprodução assistida, como a fertilização in vitro", explica o especialista em Reprodução Humana Assistida.

Como não dispomos ainda de uma maneira efetiva para prevenir a doença em si, o maior objetivo dos ginecologistas, hoje, é identificar as adolescentes predispostas a desenvolver a endometriose e agir no sentido de prevenir seu aparecimento. "Por isso, é importante que todos os esforços estejam voltados para a prevenção secundária. É preciso alertar a população e a classe médica para a doença, permitindo, dessa maneira, que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível", enfatiza Joji Ueno.

SERVIÇO:

Palestras Projeto Conversa de Casal
Quando:
06 de dezembro, sábado
Onde: Clínica GERA
Rua Peixoto de Gomide, 515
Conjuntos 11 e 12
São Paulo-SP
Horário: das 10h às 12h 

Este conteúdo ajudou você?
Sim Não