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Reversão de vasectomia

População precisa de informação para tomar decisões

Por Minha Vida - publicado em 24/04/2009


O Senado Federal aprovou, em março, um projeto que obriga os planos de saúde a cobrirem procedimentos de planejamento familiar. Métodos como o DIU, a laqueadura e a vasectomia já haviam sido incluídos em 2008 pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) no rol dos procedimentos obrigatórios. Se a nova proposta for sancionada pela Presidência da República, os planos poderão ter que custear também os procedimentos de reprodução humana assistida, uma vez que a Lei Nº 9.263, de 1996, que regulamenta o Planejamento Familiar coloca como um direito do cidadão o acesso a distribuição gratuita de métodos contraceptivos e a realização de procedimentos cirúrgicos, bem como de todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas.



Entre o proposto pelos legisladores e a população, a maior lacuna é sobre informações corretas. O acesso ao conhecimento faz parte do direito ao planejamento familiar, precisamos de mais ações neste sentido, pois é a informação que permitirá uma escolha livre e consciente de um método de concepção ou de contracepção.



São muito comuns, hoje, queixas de pacientes em relação à reversão da laqueadura e da vasectomia. Portanto, não basta assegurar o acesso gratuito à laqueadura e à vasectomia, é preciso garantir que conscientemente o casal escolha uma ou outra opção, de acordo com a sua história de vida, pois a reversão destes procedimentos implica em gastos maiores do que os realizados na primeira intervenção cirúrgica.



Reversão da vasectomia


São também muitos e variados os fatores que levam um homem a desejar fazer a reversão da vasectomia. Casais cuja causa da infertilidade é a vasectomia prévia podem ser tratados de duas formas. Uma delas é a reversão da vasectomia, por meio da recanalização dos vasos deferentes, cuja realização por microcirurgia produz bons resultados em termos de permeabilidade e de taxas de gravidez. A outra possibilidade terapêutica é a realização de uma fertilização in vitro, com resultados igualmente aceitáveis em relação à taxa de gravidez. A escolha de um ou outro procedimento depende de alguns elementos diagnósticos que devem ser discutidos pelo casal e pelo andrologista que os assiste.

Existem tabelas mostrando que o casal pode reverter a vasectomia e qual a expectativa em relação aos resultados. Reverter a vasectomia significa repermeabilizar os deferentes e, eventualmente, obter espermatozóides. O índice de gravidez, porém, cai com o tempo. Dez anos depois de feita a vasectomia, a probabilidade de gravidez oscila entre 30% e 40%.

Nos casos onde as chances de uma gravidez natural são menores, o casal pode contar com o apoio da reprodução assistida, como a fertilização in vitro. Hoje, é possível retirar um espermatozóide do testículo, introduzi-lo num óvulo da esposa e implantá-lo no útero da mulher para obter a gravidez desejada. A coleta do espermatozóide do testículo pode ser feita por punção ou durante uma biópsia testicular, método que permite a gravidez em 90% dos casais inférteis, inclusive quando o homem tem azoospermia, isto é, ausência total de espermatozóides no sêmen.



Para decidir entre a reversão da vasectomia ou a fertilização in vitro, o médico deve levar em conta que:



O tempo da vasectomia influi na taxa de gravidez; 

A forma pela qual a vasectomia foi realizada é determinante da possibilidade de reversão; 

A forma de realizar a reversão influi no resultado;

A permeabilidade tubária da mulher influi na decisão; 

A taxa de gravidez se reduz com a idade da mulher.




Prof. Dr. Joji Ueno é ginecologista, especialista em reprodução humana, Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP, diretor da Clínica Gera.


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