Gripe H1N1 estimula a automedicação

Hábito provoca cerca de 20 mil mortes por ano no Brasil

Por Minha Vida - publicado em 22/07/2009


O surto da influenza H1N1 aumentou o número de automedicação  no Brasil, de acordo com Organização Mundial de saúde. Mas, os especialistas alertam, que o uso inadequado de medicamentos podem agravar doenças e gerar efeitos indesejáveis.

Dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) apontam que cerca de 20 mil pessoas por ano morrem no Brasil por conta do consumo de remédios sem nenhuma prescrição médica. "Os medicamentos servem para diminuir e aliviar sintomas e têm o objetivo de curar, mas se usados de forma incorreta, podem piorar as doenças", alerta Adriane Mitiko, farmacêutica e coordenadora de suprimentos do Hospital Bandeirantes.

De acordo com o laboratório Roche, responsável pela fabricação do Tamiflu (remédio para o combate do vírus da gripe H1N1), hoje não é possível encontrar o medicamento nas farmácias, já que todo o estoque está sendo destinado ao Ministério da Saúde. "Só os profissionais da saúde têm a competência plena (junto com o respaldo técnico de farmacêuticos e enfermeiros) de avaliar se a ingestão de determinadas drogas, sejam elas de uso único ou, em conjunto com outras, podem alterar alguma função do organismo e causar reações adversas ou não", explica a farmacêutica.


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