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Homens com bom esperma vivem mais

A substância oferece um Raio-X da saúde masculina, mostra nova pesquisa

Por Minha Vida - publicado em 06/08/2009


Para saber se ainda vai viver muito, um homem deveria realizar um espermograma. Pelo menos é o que indicam os médicos envolvidos em um estudo abrangente, realizado com mais de 40 mil homens dinamarqueses acima de 40 anos. Segundo os especialistas, que publicaram o trabalho na revista científica American Journal of Epidemiology, quanto melhor a qualidade do esperma, maior a longevidade e a qualidade de vida masculinas.

Para provar a ideia, a equipe de pesquisadores acompanhou os pacientes entre os anos de 1963 e 2001- alguns deles, no entanto, morreram antes que a coleta e a análise de informações terminassem.

E foi observado que quanto maior a quantidade de sêmen disponível, maior a longevidade: homens com concentração de esperma superior a 40 milhões por mililitro apresentaram chances 40% menores de vir a falecer durante o estudo (em comparação aos pacientes com concentração igual ou inferior a 10 milhões de esperma por mililitro de sêmen).

Os pesquisadores ainda analisaram a mobilidade dos espermatozoides disponíveis nas amostras, percebendo que ela também está relacionada à saúde masculina: homens em que, ao menos, 75% do esperma apresenta espermatozoides de boa qualidade apresentam expectativa de vida 54% superior àqueles em que somente 25% das amostras de esperma são consideradas de boa qualidade.

"O espermograma informa ao urologista o número de espermatozoides que o homem ejacula. O normal é ter 20 milhões de espermatozoides por mililitro de esperma e que 50% deles sejam móveis, isto é, tenham a capacidade de sair da vagina e chegar à trompa para encontrar o óvulo", afirma o urologista Ricardo Felts, especialista do MinhaVida.

A boa qualidade do esperma não foi relacionada apenas à redução nos casos de doenças ligadas ao aparelho reprodutor. Homens com esperma de qualidade também se revelaram mais resistentes a alergias respiratórias, problemas no aparelho digestivo e até doenças mais graves, como o câncer.

Coincidentemente, os homens com mais longevidade eram pais. Segundo os especialistas, isso é um sinal claro de que homens férteis vivem mais (em mais uma estratégia da natureza para preservação da espécie humana). A equipe envolvida no estudo ainda lembra que homens sem filhos, geralmente, apresentam saúde mais frágil e maior propensão a desenvolver doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.


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