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Comer uma maçã por dia reduz risco de AVC

Frutas e legumes de polpa branca possuem substâncias que previnem a doença

Um novo estudo desenvolvido na Universidade de Wageningen, Holanda, comprovou que o consumo de frutas com a polpa branca, como maçã e pera, pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral, ou AVC. A cor da polpa reflete a presença de fitoquímicos benéficos, como carotenoides e flavonoides.

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Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores acompanharam 20.069 pessoas, entre as idades de 20 e 65, analisando tudo o que elas comeram no período de um ano. Nenhuma delas tinha histórico de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral anteriormente ao estudo.

Após dez anos, 233 pessoas tiveram acidentes vasculares cerebrais. Combinando esse dado com a alimentação dos indivíduos, os pesquisadores viram que o risco de acidente vascular cerebral foi 52% menor para as pessoas que comiam uma quantidade excessiva de polpa branca de frutas e legumes, em comparação com aqueles que não comeram.

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Os estudiosos também descobriram que cada aumento de 25 gramas na ingestão diária desse tipo de fruta e legume reduz em 9% o risco de AVC. Uma maçã tem, em média, 120 gramas - ou seja, o risco de AVC diminui cerca de 40% para cada maça que se come por dia. Alimentos com polpa branca também incluem bananas, couve-flor, chicória e pepinos.

De acordo com os pesquisadores, uma maçã por dia é uma maneira fácil de aumentar o consumo de frutas brancas, mas outras frutas e vegetais também protegem contra doenças crônicas.

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Por isso, o ideal é consumir frutas e legumes variados. Ainda assim, eles dizem que mais estudos são necessários para confirmar suas descobertas.

Infarto e AVC: os acidentes vasculares mais comuns da vida moderna

Segundo o cardiologista do Instituto do Coração (Incor) Bruno Caramelli, o acidente vascular cerebral (AVC) é a causa mais comum de mortalidade em quase todas as regiões do país, exceto São Paulo. "Em países desenvolvidos, o infarto é a primeira causa de morte e o AVC ocupa o terceiro lugar. Na capital paulista, talvez haja preocupações, cuidados e comportamento similares aos europeus. Aqui, o infarto mata mais", explica. Entenda a diferença entre os dois acidentes vasculares:

Infarto

Um ataque cardíaco (também chamado de infarto do miocárdio) é quando parte do músculo cardíaco é danificado ou morre, porque não está recebendo oxigênio suficiente. Normalmente, o oxigênio é transportado para o coração através do sangue que flui pelas artérias coronárias e que nutrem o músculo cardíaco. A maioria dos ataques cardíacos é causada por um bloqueio dessas artérias, comumente causado pela aterosclerose: uma acumulação de depósitos de gordura (chamadas de placas) no interior da artéria e o endurecimento de suas paredes. A formação é como o lamaçal que se acumula em uma tubulação e faz com que a água flua cada vez mais lentamente.

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Ataques cardíacos também ocorrem muitas vezes porque se forma um coágulo de sangue dentro de uma artéria coronária, bloqueando totalmente o fluxo sanguíneo. Eles costumam se formar especialmente onde há placa que tenha rachado ou danificado de alguma maneira. Os sintomas de um ataque cardíaco incluem: aperto, pressão ou dor no peito, falta de ar, desconforto na parte superior do corpo (braços, ombros, pescoço, costas), náuseas, vômitos, tontura, vertigem e sudorese.

Os fatores de risco para um ataque cardíaco são: cigarro, diabetes, colesterol alto, histórico familiar, pressão arterial alta, arteriosclerose, sedentarismo, estresse, obesidade e sexo (gênero). "Mais homens têm ataques cardíacos, embora a doença cardíaca seja a principal causa de morte em mulheres", afirma o especialista. Outro fator determinante é a idade. O risco aumenta em homens com mais de 45 anos de idade e mulheres acima dos 55 ou após a menopausa. Aproximadamente 83% das pessoas que morrem de doença cardíaca têm mais de 65 anos.

Acidente vascular cerebral

O AVC é causado por uma obstrução em uma artéria que leva sangue ao cérebro. Ao parar o fluxo de sangue em uma parte de seu cérebro, esta região é danificada. Você pode perder a capacidade de executar atividades que são controladas por essa área do cérebro, tais como falar ou mover um braço ou uma perna.

O AVC é mais comum em homens que em mulheres. Na maioria das faixas etárias, mais homens do que mulheres terão um acidente vascular cerebral. No entanto, mais da metade do total de mortes ocorre em mulheres. Em todas as idades, mais mulheres que homens morrem de derrame. O uso de pílulas anticoncepcionais, ingestão de doses hormonais, e a gravidez representam riscos especiais às mulheres.

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Veja que fatores de risco para AVC podem ser mudados, tratados ou controlados:

Hipertensão

A pressão arterial alta é a principal causa de acidente vascular cerebral e o risco mais fácil de ser controlável. O tratamento eficaz da hipertensão é uma das principais razões para o declínio acelerado das taxas de morte por acidente vascular cerebral.

Tabagismo

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Substâncias como a nicotina e o monóxido de carbono do cigarro danificam o sistema cardiovascular de muitas maneiras. O uso de contraceptivos orais combinados com o tabagismo aumenta o risco de AVC.

Diabetes

Muitas pessoas com diabetes também têm pressão arterial elevada, colesterol alto e estão com sobrepeso. Embora a diabetes seja tratável, a presença da doença ainda aumenta o risco de acidente vascular cerebral.

Doenças do coração

Pessoas com doença coronária ou insuficiência cardíaca têm maior risco de acidente vascular cerebral do que aqueles com corações que funcionam normalmente. A cardiomiopatia dilatada (dilatação do coração), doença da válvula do coração e alguns tipos de cardiopatias congênitas também aumentam o risco de AVC.

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Dieta para o colesterol alto

Colesterol alto

Pessoas com colesterol alto têm um risco maior de sofrer arteriosclerose, a formação de placas nas artérias, que obstrui o fluxo sanguíneo.

Má alimentação

Dietas ricas em gordura saturada, gordura trans e colesterol podem aumentar os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. As ricas em sódio (sal) podem contribuir para o aumento da pressão arterial e, se há excesso de calorias, pode levar à obesidade.

Sedentarismo e obesidade

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Obesos e sedentários podem aumentar o risco de pressão alta, colesterol alto, diabetes, doenças cardíacas e derrames.