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Café pode estar ligado a menor risco de morte

Estudo sugere que riscos de diabetes e AVC podem cair 10% com consumo da bebida

Em 17/5/2012
Redação
Escrito por Redação
Redação Minha Vida

Uma nova pesquisa desenvolvida pela Divisão de Epidemiologia e Genética do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, descobriu que o consumo de café está relacionado a um risco menor de morte por doença cardíaca, doença respiratória, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes e infecções, mas não de câncer.

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O estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, envolveu mais de 400 mil homens e mulheres que viviam em seis diferentes estados. No início, os participantes tinham entre 50 a 71 anos e nenhum tinha câncer, doenças cardíacas ou histórico de acidente vascular cerebral.

Entre 1995 e 1996, os homens e mulheres responderam a um questionário completo para avaliar sua dieta e estilo de vida. Nove em cada 10 participantes do estudo bebiam café e alguns dos bebedores disseram também consumir chá, bebida que será foco de uma análise futura, segundo os pesquisadores.

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Os autores acompanharam os participantes até dia 31 de dezembro de 2008 ou até a data em que morreram. Após analisar os resultados, eles notaram que pessoas que consumia três ou mais xícaras de café por dia tinham um risco cerca de 10% menor de morte no geral, e que as chances de morte também foram reduzidas para cada mal citado individualmente, exceto câncer. Os pesquisadores observaram esses resultados depois de considerar os efeitos de outros fatores de risco para morte, tais como fumar e beber álcool.

Segundo os especialistas, os resultados do estudo devem ser reconfortantes para pessoas que consomem café, uma das bebidas mais populares nos Estados Unidos e no mundo. No entanto, eles não aconselham ninguém para começar a beber café com base nesses resultados. Isso porque os pesquisadores não podem ter a certeza do que causou a menor taxa de morte - se foi a bebida em si ou alguma característica desmedida das pessoas que optaram por beber. Este tipo de estudo pode mostrar a associação, mas não pode dizer que o café levou as pessoas a viver mais tempo.

Acerte na dose e faça do café aliado da sua saúde

Entre as polêmicas acerca do café, estão o medo de perder o sono e a associação da bebida com o surgimento de algumas doenças. "Existem muitas pesquisas sobre o assunto e algumas trazem resultados conflitantes", afirma a endocrinologista Claudia Chang, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O único consenso, por enquanto, estabelece a quantidade máxima recomendada por dia: três ou quatro xícaras médias de café coado ou a metade disso na versão expressa, que é mais concentrada.

Quais os riscos do consumo exagerado?

O consumo acima de três copos diários de cafeína pode trazer outros riscos, como:

- Elevação da pressão arterial (pessoas com hipertensão devem evitar consumir mais de 500mg/ dia de cafeína);

- Arritmia cardíaca: a cafeína aumenta a frequência cardíaca;

- Piora de quadros gástricos, como refluxo e gastrite, porque a cafeína irrita o sistema digestivo, principalmente quando o consumo é em jejum;

- Dificuldade para absorção do cálcio, pois a cafeína reduz a absorção intestinal desse mineral, contribuindo para o aparecimento da osteoporose.

Crianças podem tomar café?

As crianças podem tomar café, desde que não ultrapassem 45mg/dia (cerca de meia xícara). O sistema neurológico infantil é mais sensível e o excesso de cafeína pode prejudicá-lo. "Mas, mantido este cuidado com a quantidade, o café pode aumentar a concentração e a disposição mental, ajudando crianças com déficit de atenção", afirma o nutrólogo Roberto Navarro, especialista do Minha Vida.

Gestantes também estão liberadas?

Embora o consumo de cafeína não esteja relacionado à má formação ou retardo do crescimento uterino, o ideal é que a gestante não consuma quantidades muito altas de cafeína, sendo o limite seguro de 300mg/dia, isso por que o consumo excessivo de café pode levar à perda de peso da gestante e do feto.

Café realmente tira nosso sono?

Sim. Isso acontece por que o consumo de cafeína bloqueia a ação de um componente químico do cérebro, que determina a necessidade de sono e desperta a vontade de dormir. "Os efeitos da cafeína persistem por quatro a seis horas após o consumo. É preciso ter isso em vista para que uma xícara de café não se transforme em gatilho para a insônia", afirma a endocrinologista.

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