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Vitamina D e cálcio podem evitar menopausa precoce, indica estudo

Mulheres que tiveram uma dieta rica em cálcio reduziram o risco da doença em até 13%

Em 11/5/2017
Redação
Escrito por Redação
Redação Minha Vida

Um novo estudo realizado por pesquisadores da "University of Massachusetts Amherst's School of Public Health and Health Sciences", nos Estados Unidos, indicou que seguir uma dieta com consumo elevado de vitamina D e cálcio pode estar associado com menor risco de menopausa precoce.

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A menopausa precoce é o quadro clínico que se apresenta quando a mulher entra na menopausa antes dos 40 anos, ou seja, período em que ela fica um ano ou mais sem menstruar com sintomas específicos. O problema afeta cerca de 10% das mulheres, e está relacionado a um aumento de doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio cognitivo precoce.

Durante 30 anos, os cientistas recrutaram quase 120.00 participantes entre 25 e 49 anos. A dieta foi avaliada cinco vezes ao longo dos 20 anos de estudo, permitindo que os pesquisadores pudessem observar alterações na ingestão de alimentos e nutrientes ao longo do tempo.

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Os resultados mostraram que aquelas que tiveram um consumo maior de cálcio na alimentação tinham 13% menos probabilidade de sofrer com menopausa precoce.

O cálcio é fundamental, entre outras funções, para a formação da massa óssea, para a coagulação sanguínea e para a contração muscular, porém, essa é a primeira vez que o nutriente é associado à fertilidade estendida. O leite é a melhor fonte de cálcio, mas o nutriente também pode ser encontrado em folhas verdes, como couve e brócolis, e em peixes oleosos.

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Além disso, o estudo descobriu que os altos níveis de vitamina d na dieta reduziam as chances de ter menopausa precoce em 17%. As fontes alimentares de vitamina d incluem peixes gordurosos, como atum, cavala e salmão, além de queijos e gemas de ovo.

"As evidências laboratoriais que relacionam a vitamina D a alguns dos mecanismos hormonais envolvidos ao envelhecimento ovariano foram fundamentais para a nossa hipótese. No entanto, até onde sabemos, nenhum estudo epidemiológico prévio avaliou explicitamente como a vitamina D e a ingestão de cálcio podem estar relacionadas a redução do risco de menopausa precoce", revelou a pesquisadora Alexandra Purdue-Smithe.

A pesquisa, publicada no American Journal of Clinical Nutrition, também avaliou outros fatores podem influenciar na saúde, como o consumo de proteína vegetal, do álcool e do fumo.

"O grande tamanho deste estudo nos permitiu considerar uma variedade de potenciais correlatos de um estilo de vida saudável que poderia explicar nossos resultados, no entanto, o ajuste para esses fatores quase não fez diferença em nossas estimativas" acrescentou ela.

Estudos anteriores já haviam evidenciado que a deficiência de cálcio e vitamina d pode resultar no desenvolvimento maior do risco de síndrome do ovário policístico, endometriose e síndrome pré-menstrual. Desta forma, a descoberta é essencial para entender como o alimentação pode aumentar a fertilidade global.

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