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Vitamina D e cálcio podem evitar menopausa precoce, indica estudo

Mulheres que tiveram uma dieta rica em cálcio reduziram o risco da doença em até 13%

Um novo estudo realizado por pesquisadores da "University of Massachusetts Amherst's School of Public Health and Health Sciences", nos Estados Unidos, indicou que seguir uma dieta com consumo elevado de vitamina D e cálcio pode estar associado com menor risco de menopausa precoce.

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A menopausa precoce é o quadro clínico que se apresenta quando a mulher entra na menopausa antes dos 40 anos, ou seja, período em que ela fica um ano ou mais sem menstruar com sintomas específicos. O problema afeta cerca de 10% das mulheres, e está relacionado a um aumento de doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio cognitivo precoce.

Durante 30 anos, os cientistas recrutaram quase 120.00 participantes entre 25 e 49 anos. A dieta foi avaliada cinco vezes ao longo dos 20 anos de estudo, permitindo que os pesquisadores pudessem observar alterações na ingestão de alimentos e nutrientes ao longo do tempo.

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Os resultados mostraram que aquelas que tiveram um consumo maior de cálcio na alimentação tinham 13% menos probabilidade de sofrer com menopausa precoce.

O cálcio é fundamental, entre outras funções, para a formação da massa óssea, para a coagulação sanguínea e para a contração muscular, porém, essa é a primeira vez que o nutriente é associado à fertilidade estendida. O leite é a melhor fonte de cálcio, mas o nutriente também pode ser encontrado em folhas verdes, como couve e brócolis, e em peixes oleosos.

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Além disso, o estudo descobriu que os altos níveis de vitamina d na dieta reduziam as chances de ter menopausa precoce em 17%. As fontes alimentares de vitamina d incluem peixes gordurosos, como atum, cavala e salmão, além de queijos e gemas de ovo.

"As evidências laboratoriais que relacionam a vitamina D a alguns dos mecanismos hormonais envolvidos ao envelhecimento ovariano foram fundamentais para a nossa hipótese. No entanto, até onde sabemos, nenhum estudo epidemiológico prévio avaliou explicitamente como a vitamina D e a ingestão de cálcio podem estar relacionadas a redução do risco de menopausa precoce", revelou a pesquisadora Alexandra Purdue-Smithe.

A pesquisa, publicada no American Journal of Clinical Nutrition, também avaliou outros fatores podem influenciar na saúde, como o consumo de proteína vegetal, do álcool e do fumo.

"O grande tamanho deste estudo nos permitiu considerar uma variedade de potenciais correlatos de um estilo de vida saudável que poderia explicar nossos resultados, no entanto, o ajuste para esses fatores quase não fez diferença em nossas estimativas" acrescentou ela.

Estudos anteriores já haviam evidenciado que a deficiência de cálcio e vitamina d pode resultar no desenvolvimento maior do risco de síndrome do ovário policístico, endometriose e síndrome pré-menstrual. Desta forma, a descoberta é essencial para entender como o alimentação pode aumentar a fertilidade global.

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