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Lentes de contato com células-tronco podem curar a cegueira

No Brasil, procedimento vem sendo testado com sucesso por cientistas

Em 4/8/2009
Redação
Escrito por Redação
Redação Minha Vida

Pesquisadores da Universidade de South Whales, na Austrália, desenvolveram uma lente de contato especial feita a partir de células-tronco. A técnica, capaz de substituir células danificadas por células saudáveis na região ocular, é vista como uma esperança para que deficientes visuais voltem a enxergar.

Para a realização das análises, primeiramente, foram retirados uma parte (menos de um milímetro) de tecido da córnea de cada um dos três pacientes testados até agora. Depois do recolhimento do tecido, partiu-se para o cultivo das células-tronco deles na lente de contato.

As córneas dos pacientes foram higienizadas para evitar infecções e as lentes foram inseridas nos olhos dos pacientes através de um micro-procedimento cirúrgico. Dentro de 10 a 14 dias (tempo que variou de um paciente outro), as células tronco substituíram as células danificadas.

Segundo os pesquisadores, se utilizadas por mais tempo, as lentes podem até reconstituir a córnea do paciente. Dos três participantes da pesquisa, todos totalmente cegos, dois voltaram a ler letras grandes e um recuperou totalmente a visão.

Experiência brasileira
No Brasil, um procedimento semelhante vem sendo testado por pesquisadores do Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com a oftalmologistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ( HCFRP).

Três voluntários, com menos de 10% da visão, receberam injeções de células-tronco, implantadas na cavidade vítrea do globo ocular e tiveram a recuperação das células comprometidas recuperando significativamente a capacidade de enxergar.

O procedimento é feito em um único dia. As células são retiradas da própria medula óssea dos pacientes por meio de punção e, em seguida, são processadas em um laboratório no Hemocentro. Cerca de quatro horas depois é feita a aplicação nos olhos do paciente.

Os cientistas explicam que os resultados devem passar pela avaliação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - Conep para serem aprovados, mas a equipe se mostra otimista e espera que o tratamento possa atender principalmente a população mais carente.