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Drible os problemas causados pela transpiração nas axilas

Manchas nas roupas e mau cheiro podem ser contornados com medidas simples

POR CAROLINA SERPEJANTE - atualizado em 13/03/2014


Mau cheiro é apenas a ponta do iceberg quando o assunto é transpiração. É preciso usar um bom desodorante e fazer a higienização das axilas para afastar o mau cheiro e regular o suor, mas não é só isso. Manchas na roupa e axilas ou mesmo o surgimento de micoses podem ser decorrentes do suor. Pensando nisso, conversamos com especialistas e explicamos como contornar os principais problemas decorrentes da transpiração:

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mulher cobrindo o nariz - Foto: Getty Images

Mau cheiro

O mau cheiro causado nas axilas ou pés ocorre devido a decomposição do suor pelas bactérias. "Ele também pode acontecer nos pés, que é o caso do chulé", diz a dermatologista Ranaia Papsukawa, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Segundo a dermatologista, o desodorante ajuda a corrigir o problema, além de usar roupas de tecido de algodão e sapatos de couro ou tecido. Mas também não podemos nos esquecer da higiene - para quem sofre com o odor, vale investir em um sabonete antisséptico, que mata as bactérias causadoras do mau cheiro. Outra saída é fazer uma higienização no meio do dia: retire o desodorante da manhã com água e sabão, lave e seque muito bem a região para então reaplicar o produto.

Para saber se você é da turma que precisa reaplicar o desodorante, fique atento a quantidade de suor e odores. "Cada caso é um caso e quem determina isso são os micro-organismos de cada pessoa: tem gente que nem precisa de desodorante, enquanto outros têm que reaplicar a cada quatro horas", diferencia a dermatologista Valéria Campos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Normalmente os antitranspirantes duram mais do que o desodorantes, portanto fique atento ao seu.

homem aplicando desodorante - Foto: Getty Images

Desodorante "vencido"

Você passa o desodorante e até reaplica no meio do dia, mas o cheiro e o suor ainda sim persistem? Pode ser um sinal para trocar o produto. "As bactérias do nosso corpo podem ficar resistentes ao desodorante, que depois de um tempo não consegue mais eliminá-las", explica a dermatologista Valeria. O ideal é mudar quando você perceber que o cheiro voltou, trocando por um produto que tenha uma fórmula diferente.

Mancha de suor - foto: Getty Images

Manchas na roupa

Quem nunca suou e ficou com áreas mais escuras no tecido, denunciando a molhadeira? Nem sempre culpa do suor excessivo, as marcas molhadas nas roupas podem ser resultado da má escolha dos tecidos. Além de usar um bom desodorante que regule a quantidade de suor, dê muito mais atenção à escolha das peças: refira peças de algodão, feitas de fibras naturais. "Os tecidos sintéticos, como o elastano e a elanca, não deixam a pele respirar, retêm o suor e dão mais chance para as bactérias entrarem em ação", afirma a dermatologista Ranaia. Durante o dia, privilegie roupas de cores claras e que não apertem as axilas. Evite também tecidos grossos ou pesados, pois eles impedem a transpiração eficaz. Não repita roupas usadas de maneira nenhuma e evite usar roupas de outras pessoas.

axila manchada - Foto: Getty Images

Manchas nas axilas

"Em geral, as manchas são causadas por agressões nas axilas devido ao atrito da pele com o tecido da roupa, depilação, alterações hormonais e desodorantes que contêm álcool em suas fórmulas", afirma a dermatologista Ranaia. Todos esses fatores, somados à quantidade de suor, podem causar as manchas. Esfoliação e hidratação também são medidas que impedem as manchas escuras na região. Para quem já sofre com o problema, são boas opções para solucioná-lo os clareamentos com laser, que removem parte da pigmentação escura, e peelings superficiais. O tipo de tratamento, o número de sessões e os resultados vão depender do grau de hiperpigmentação da pele.

homem com cara de esquecido - Foto: Getty Images

Esqueceu o desodorante?

Você termina de tomar banho e, quando vai aplicar o desodorante, descobre que o produto acabou. Para não ficar sem proteção, muitas pessoas recorrem a alternativas que nem sempre são eficazes, como pomadas e até mesmo talco. "Esse produtos podem obstruir os poros, causando inflamações, além de nem sempre cumprirem o papel de prevenir o mau cheiro ou a transpiração", explica a dermatologista Valéria. "Nesses casos, o leite de magnésia pode ser muito eficaz em eliminar o odor - mas deve ser usado apenas em último caso", completa a dermatologista Ranaia.

pés - Foto: Getty Images

Previna micoses

"O aumento de umidade pode favorecer o aparecimento de micoses em áreas de dobras, como é o caso das axilas e pés", afirma a dermatologista Ranaia. Elas são resultado da proliferação desenfreada de bactérias, que podem infectar a pele para além do mau cheiro. Nesses casos, a higiene frequente é o melhor remédio - lave bem as áreas com maior concentração de suor, use o sabonete antisséptico de preferência e não se esqueça de secar bem, para retirar a umidade.

Suor excessivo - foto: Getty Images

Transpiro demais. E agora?

A transpiração é um processo natural do organismo, que tem o objetivo de regular a temperatura corporal. A intensidade do suor varia de pessoa para pessoa e depende de vários fatores, entre eles sexo, dieta alimentar, estado de hidratação corporal, idade e número de glândulas sudoríparas em atividade. Além disso, obesidade, distúrbios psiquiátricos, hipertireoidismo, menopausa e situações estressantes, como entrevistas e testes, interferem no volume de sudorese. "Para esses casos, tente uma mudança de hábitos ou controle das doenças citadas, a fim de reduzir o volume de suor", afirma a dermatologista Ranaia.

Já o excesso de transpiração sem causa aparente, chamado hiperidrose, é uma doença constrangedora que pede tratamento médico. Em alguns casos, o suor é excessivo nos momentos de ansiedade e estresse, mesmo quando a temperatura é bem baixa. Na hiperidrose, a sudorese se concentra mais nas mãos, axilas e pés, mas também pode ocorrer em outras partes do corpo. Para controlar o suor, é possível fazer uma cirurgia ou experimentar aplicações regulares de toxina botulínica nas áreas afetadas.

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