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Conheça os sete riscos de implantar silicone nos seios

Cirurgia tem complicações como o aumento de estrias ou falta de sensibilidade na mama

Por Manuela Pagan - publicado em 18/01/2012


Muitas mulheres se assustaram com as últimas notícias que chegaram à imprensa, sobre as próteses de silicone das marcas PIP e ROFIL. Segundo os especialistas na área, essas próteses apresentam sérios riscos à saúde, principalmente pelas elevadas chances de rompimento - problema específico relacionado à má qualidade do material em questão. Mas o implante de silicone nos seios, em geral, apresenta outros pontos que precisam de cuidado e nem sempre são considerados pelas pacientes que resolvem se submeter ao procedimento.

"Como toda cirurgia, a colocação de silicone apresenta riscos. Tomando as precauções necessárias, como a escolha de um bom médico e de uma clínica de confiança, a incidência de todos eles é pequena. Mas não por isso deve ser ignorada", afirma o cirurgião plástico Antonio Graziosi, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Veja os riscos que os especialistas apresentam às pacientes nas consultas pré-cirúrgicas e analise se você tem disposição de enfrentá-los. 

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Mulher segurando os seios- foto: Getty Images

Rejeição da prótese

"A rejeição acontece quando há a formação de uma membrana em volta do silicone - essa capa é formada com a função de tentar expulsar o corpo estranho", afirma o médico. Essa membrana não causa prejuízos à saúde, mas o seio fica mais firme ao toque. E, nos casos mais graves, pode haver deformação, com o seio em forma mais arredondada do que o normal.  

Mulher segurando prótese - foto: Getty Images

Rompimento da prótese

A prótese estoura em aproximadamente 10% dos casos. Caso isso ocorra, a viscosidade típica do silicone impede que ele se espalhe pelo organismo e o gel acaba retido na prótese. O risco de rompimento, de acordo com o cirurgião, aumenta em três situações: durante a própria cirurgia, devido a algum trauma ou durante a realização da mamografia, exame em que é exercida pressão contra a mama. Apesar dos casos de câncer relacionados com as próteses de silicone PIP, no entanto, não existem indícios de que, com ou sem rompimento, há relação entre implantes mamários de boa qualidade e o aparecimento de tumores. "O caso PIP é um problema específico e não deve assustar as outras pacientes", afirma o cirurgião da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.  

Seios - foto: Getty Images

Abertura da incisão cirúrgica

Em alguns casos, pode ocorrer a abertura da ferida operatória. O cirurgião plástico André Eyler, também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, associa o problema a três fatores, especialmente: surgimento de infecção, ausência de alimentação balanceada ou subnutrição e tensão exagerada sobre a ferida (provocada por excesso de esforço ou falta de repouso, por exemplo).

"Pessoas que têm problemas de cicatrização e propensão à quelóides devem optar pela cirurgia via axilar, em que o silicone é colocado através de incisão nesta região. Isso porque essa área forma menos cicatrizes e, caso elas ocorram, ficam mais escondidas", afirma Antônio. Ele enfatiza ainda que não há como saber qual será o tamanho das cicatrizes após a cirurgia. Quelóides podem aparecer, mesmo no implante via axilas. Além disso, a paciente precisa ser informada de que método dificulta o exame das mamas para detectar um possível câncer, a cicatriz atrapalha o toque médico. Outra opção é o implante periareolar, em que o silicone é colocado através dos mamilos. Nesse caso, apesar dos bons resultados e da movimentação dos braços ser liberada logo após a cirurgia (salvo nos casos em que há dor), a amamentação fica impossibilitada pelo corte dos canais que conduzem o leite. Há ainda o implante inframamário, em que a manipulação cirúrgica é menor e o resultado, bastante satisfatório. "Sempre tenho este método como minha primeira opção", afirma André.

Seio - foto: Getty Images

Flacidez e estrias

Caso a qualidade da pele na região dos seios esteja comprometida (mamas caídas ou com muitas estrias), pode surgir flacidez após a cirurgia - a pele não sustenta o volume enxertado com a prótese e cede. "Há risco de surgimento de novas estrias, inclusive", afirma o cirurgião André Eyler. "Numa situação como esta, a inserção da prótese no plano submuscular, que retira o peso do implante a ser suportado pela mama, é mais indicada", afirma o especialista.  

Sutiã - foto: Getty Images

Alteração da sensibilidade

Antônio explica que a falta ou o excesso de sensibilidade na região da cirurgia pode acontecer. "O procedimento cirúrgico consiste na abertura da pele para colocação da prótese. Nesse momento, pode haver a ruptura de nervos e alteração na sensibilidade. Mas, na maioria dos casos, essa condição tende a regredir e a sensibilidade volta ao normal", afirma o cirurgião plástico Antonio Graziosi.

Mulher com braços cruzados - foto: Getty Images

Infecção

Antônio explica que, com a assepsia correta e o uso preventivo de antibióticos, as chances de infecção após a cirurgia são muito pequenas. Em casos mais graves, caracterizados por sinais de infecção locais e globais intensos, como edema, febre, vermelhidão, pode haver necessidade de retirar a prótese. Se isso acontecer, deve ser feito tratamento com antibióticos e, depois que a infecção for curada, a prótese pode ser colocada novamente.  

Mulher com braço levantado - foto: Getty Images

Inchaço e dor

A dor após o implante de silicone é certa, principalmente se a colocação do silicone for submuscular. Este método dói mais por que causa distensão dos músculos. Ele é indicado para mulheres que têm pouco tecido glandular e são muito magras. Também é recomendado em casos de risco de doeça da mama, pois facilita o exame de biópsia. 

Caso as glândulas consigam dar boa proteção ao silicone, a prótese deve ser subglandular. Essa implantação é a mais comum. Existe também a técnica de colocação subfascial, em que o implante é colocado sob a fáscia muscular, uma espécie de camada que reveste o músculo. Este método é bom para quem tem a mama mais flácida. 

O inchaço, que acontece em função da manipulação cirúrgica, está sempre presente e costuma melhorar um mês após a cirurgia. 


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