Conheça sete tratamentos estéticos para derreter a gordura localizada

Criolipólise e ultrassom são algumas das técnicas eficazes no combate aos pneuzinhos

POR MANUELA PAGAN - ATUALIZADO EM 09/08/2016

O acúmulo de gordura em algumas áreas específicas do corpo é tão comum que a busca por tratamentos que amenizem o problema é cada vez maior. "Tudo o que comemos além do necessário vai sendo estocado como gordura localizada", conta o dermatologista Cláudio Mutti. As áreas mais comuns de depósito de gordura nas mulheres são abdômen, flancos - os famosos "pneuzinhos" - e culotes.

Há ótimas opções para amenizar essa gordura, mas vale lembrar que não tratam sobrepeso e obesidade. "Nada substitui uma vida regrada com boa alimentação e atividade física", afirma o médico. Associe esses bons hábitos aos melhores tratamentos estéticos e colha resultados mais rápidos.

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Criolipólise

Redução de medida - foto: Getty Images

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, essa técnica usa baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada. O aparelho é colocado na superfície da pele e a camada gordurosa é congelada até temperaturas negativas. Cláudio Mutti explica que, em contato com a baixa temperatura, as células de gordura - chamadas de adipócitos - se rompem totalmente. Em consequência, o corpo entende que elas não fazem mais parte do organismo e as expele naturalmente.

Em até três meses após a sessão, entre 20 e 25% da área submetida ao tratamento estético será eliminada. Esse tratamento está contraindicado a gestantes, a quem tem alergia ao frio, caso exista tumores no local em que será aplicada a técnica ou se se houver flacidez.

Ultrassom

Ultrassom - foto: Getty Images

O ultrassom emite ondas sonoras que promovem vibrações mecânicas nos tecidos subcutâneos. "Essas vibrações aumentam a circulação local e alteram a permeabilidade da membrana das células de gordura, favorecendo o extravasamento do seu conteúdo que será reabsorvido e eliminado pelo organismo", explica a fisioterapeuta Renata Klein, do Centro de Bem-Estar Levitas, de São Paulo.

É um tratamento muito eficaz, que pode ser associado a outros tratamentos e até mesmo utilizado juntamente com medicamentos lipolíticos (que auxiliam na quebra de gordura). A técnica é contraindicada para gestantes e portadores de próteses metálicas, marca-passo, tecidos neoplásicos ou diabetes.

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Carboxiterapia

Agulha da carboxiterapia - foto: Getty Images

"Costumo classificar a carboxiterapia como um tratamento que é bom para várias alterações estéticas, mas não é ótimo para nenhuma", conta Cláudio Mutti. A técnica é feita através da aplicação de injeções de gás (CO2) na área a ser tratada. Haverá um aumento da circulação local para eliminar o gás. Com aumento de chegada de sangue, haverá mobilização de gordura da área tratada, além do aumento da produção de colágeno.

O especialista recomenda aos pacientes interessados neste tratamento que recorram a locais que tenham ótimas condições de higiene e pessoas gabaritadas para fazer o procedimento. "Como se tratam de técnica feita com agulhas, devem ser tomados todos os cuidados com contaminação", explica.

Endermologia

Endermologia - foto: Getty Images

A endermologia faz uma espécie de sucção do tecido tratado, rompendo células de gordura ou provocando o seu remodelamento. Além disso, ela destrói as fibras endurecidas que caracterizam os nódulos de celulite em grau adiantado. Todo esse estímulo também melhora a drenagem de líquidos no corpo todo. "Os resultados são, quase sempre, muito bons", conta a fisioterapeuta Renata.

A técnica trabalha mais no remodelamento das células de gordura do que na sua destruição. Também é indicada para tratar celulite, gordura localizada, reafirmação cutânea, contornos da silhueta e intervenção pós-cirúrgica (amenizando fibroses decorrentes de lipoaspiração, por exemplo). É contraindicada para pessoas com varizes, pessoas com menos de 40 dias de pós-operatório e gestantes. Os resultados costumam ser observados após 10 sessões.

Intradermoterapia

Intradermoterapia - foto: Getty Images

"A intradermoterapia pode ajudar no tratamento de gordura localizada, mas deve ser coadjuvante a outros tratamentos, já que seus efeitos são pobres", explica Cláudio Mutti. Ela é feita através de injeções com substâncias lipolíticas - que promovem a quebra da gordura - aplicadas com pequenas agulhas em múltiplos pontos na área de tratamento. Como contraindicações, temos: alergias aos medicamentos usados, tumores locais, lesões na pele, infecções locais e gestação.

Lipocavitação

Lipocavitação - foto: Getty Images

A lipocavitação é um ultrassom que produz ondas de baixa frequência que, como diz o nome, provocam cavitações, ou seja, cavidades dentro das células de gordura. Isso provoca o rompimento das células de gordura, que são eliminadas pelo sistema linfático.

O tratamento é contraindicado para gestantes e em casos de diabetes, alterações nos rins ou fígados, doenças cardíacas, tromboses, alterações importantes de colesterol ou triglicérides, histórico de tromboembolismos, próteses metálicas, febre, dermatites, entre outros. A fisioterapeuta Renata também lembra que é necessária uma avaliação criteriosa antes do início do tratamento.

Radiofrequência

Radiofrequência - foto: Getty Images

A radiofrequência é um tratamento indicado tanto para o rosto como para o corpo. Consiste no uso de um laser especial que eleva a temperatura da pele de 36 a 42º C, aproximadamente, atingindo as camadas de colágeno e fibras musculares. O resultado é uma pele mais saudável e vistosa, além da queima de gorduras localizadas que tanto incomodam.

"Aparelhos que trabalham com radiofrequência, que provoca uma compactação das células de gordura, ou seja, faz com que os adipócitos fiquem menores, diminuem os contornos corporais", explica Cláudio Mutti. Esse método é contraindicado para quem tem tumores locais, gestantes e quem usar próteses ou DIU de cobre.

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