Fases distintas da estria pedem cuidados diferenciados

Fase inicial permite melhores resultados no tratamento

Por Especialista - publicado em 13/04/2011


As estrias são alterações na pele provenientes do seu estiramento, ou seja, a pele se rompe em locais de tração da mesma. Esta tração da pele pode acontecer no crescimento, na gravidez, no uso crônico de corticóides, na hipertrofia muscular e na obesidade, sendo que, das várias teorias que explicam seu surgimento, ressalta-se o fator genético.

Elas afetam de 55% a 65% das mulheres, e 15% dos homens. As mulheres podem produzir estrias até entrarem na menopausa, e, depois dela, a formação diminui. O tratamento das estrias sempre foi dificultado pela resposta pobre aos tratamentos existentes, mas, com o aparecimento de aparelhos e lasers mais sofisticados, começamos a ver uma luz ao fundo do túnel. 

A fase inicial da estria tem melhor resposta aos tratamentos, mas dificilmente poderemos ter uma remissão total

Para tratar as estrias, devemos identificar em qual fase elas se encontram. Assim, podemos dividir em duas fases: a fase inflamatória, ou seja, a fase inicial, em que elas são avermelhadas e elevadas, e a fase tardia, em que elas se encontram planas, esbranquiçadas e de superfície rugosa.

A fase inicial tem melhor resposta aos tratamentos, mas dificilmente poderemos ter uma remissão total.

Tratamentos

Para tratar a fase inicial, podemos usar ácidos de uso domiciliar ou peelings feitos em consultório medico, bem como a carboxiterapia, que consiste na introdução de um gás estéril na pele abaixo das estrias. Estes gases melhoram a circulação local e estimulam a produção de colágenos, que propiciam uma melhora do aspecto da pele. Também podemos lançar mão dos aparelhos de rádio-frequência, que aquecem a pele ao ponto de aumentar a produção e contração das fibras de colágenos locais. Alguns outros lasers também podem ser usados nesta fase, que agem sobre a hemoglobina, célula do sangue, que está em evidência nesta fase. Esses lasers estimulam a formação de um novo colágeno e a reorganização das fibras elásticas.

Para a fase tardia, temos a microdermoabrasão, que são os peelings de cristal e peelings de diamante. Podemos associar a esta fase peelings químicos mais fortes para a obtenção de melhores resultados.

Como novidade para o tratamento das estrias mais velhas, temos o CO2 fracionado, que é um laser mais forte e tem demonstrado os melhores resultados até o momento.


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Claudio

Escrito por:

Claudio Mutti

Dermatologia

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