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Cremes anti-idade: entenda como funciona o tratamento para cada faixa etária

Ativos dos cremes variam conforme a idade da paciente e o tipo de pele de casa pessoa

Cremes anti-idade são um recurso muito popular na hora de prevenir e amenizar rugas de expressão. Mas antes de iniciar uma breve exposição sobre eles, gostaria de abordar a importância acima de tudo do uso adequado e regular do protetor solar. Ele deve ser utilizado desde a tenra infância e quando há dificuldades para o uso com frequência adequada, incluir bloqueadores solares simples: chapéus, guarda-sol, vestuário como luvas, bonés, diversos modelos de blusas, calças, meias, para todas as estações e ocasiões.

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A ação dos raios ultravioletas é a principal causa do nosso processo de envelhecimento, o chamado fotoenvelhecimento. Como dizia meu professor, basta colocar uma senhorinha de pé e observar as áreas foto expostas e compará-las com as regiões duplamente protegidas que são as nádegas e a área das mamas. Difícil encontrar rugas e manchas solares nessa pele protegida por anos. Então, antes de investir muito em cremes anti-idade, deve-se considerar a prevenção tanto do envelhecimento extrínseco como evitar colher no futuro um câncer de pele (ou vários!).

Quando pensamos em cremes anti-idade, a faixa etária da pessoa conta muito. Por isso, dividi esse artigo conforme a idade do paciente:

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A partir dos 25 anos

Após os 25 anos, muitos pacientes já procuram um dermatologista para o tratamento contínuo da pele, no sentido de protelar o envelhecimento. Nesta fase, além dos protetores solares comuns, podemos prescreve-los com anti radicais livres. Estes vão auxiliar na manutenção de uma pele saudável, aliados ao efeito da proteção solar. Alguns dos produtos adicionados consistem em vitaminas A, E, C, derivados de extratos e polifenóis.

Se a paciente tiver uma pele muito branca e uma tendência familiar à flacidez ou pele fina, poderemos indicar um creme para pálpebras, que tenham ativos indicados para cada situação nessa faixa etária e um dos mais pedidos são para melhorar olheiras. Para estas situações, podemos indicar produtos contendo substâncias que auxiliam no clareamento da pele e drenagem linfática, melhora da circulação local. Também já podemos até iniciar um tratamento com substâncias derivadas dos retinoides para uma ação mais agressiva no tratamento da pele nessa área.

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Costumamos prescrever algum creme noturno. Também nessa faixa etária, os preferidos costumam ser a vitamina C, polifenóis, antioxidantes com um veículo apropriado para cada pele. Em todas as idades, iremos indicar hidratantes se necessário, também com potência, ativos e veículos que se apliquem a cada situação.

35 anos ou mais

A partir dos 35 anos começa a ser preferível usar concentrações maiores ou produtos mais potentes que podem ou não ser mais "agressivos" para a pele, tendo uma maior esfoliação, maior penetração, necessitam de maiores cuidados no uso e no controle dos mesmos para evitar vermelhidão, descamação, etc. Entre os preferidos vem os derivados de retinoides que são variados, todos os indicados para os 25 anos em maior concentração, ou então associados ao ácido glicólico. Nessa faixa para cima, costumamos acrescentar quase sempre um creme de olhos e muitas vezes um creme para os lábios para evitar as rugas no topo da boca, chamadas popularmente de "código de barras". Iniciamos também com firmadores de pescoço e corporal para alguns tipos de pacientes.

Depois dos 45 anos...

A partir dos 45 anos, realmente os grandes escolhidos são mesmo os retinaldeídos, os ácidos glicólicos e alguns outros associados. Embora comecemos a tratar os pacientes antes dos 45 anos, após essa idade, é imprescindível a associação de outros tratamentos, que podem consistir em peelings rotineiros, tratamentos com aparelhos de laser ou luz intensa pulsada, radiofrequência, técnicas associadas como a toxina botulínica e preenchedores para que se mantenha reposicionados as estruturas faciais que tendem a "cair", ser absorvidos, etc.

Quando a casa dos 50 chega

A partir dos 55 anos, além das considerações anteriores, as pacientes que sempre se cuidaram vão fazer a "manutenção" anterior, mas as que não se cuidaram vão precisar em primeiro lugar tratar possíveis tumores de pele, quer sejam malignos, pré-malignos ou benignos que começam a surgir. São as manchas marrons, pretas, pequenas pintas, lisas ou "graxentas", vermelhas, e as piores, as que sangram.

Após as prioridades, as indicações de tratamento de pele, podem incluir medicamentos que ajudam no rejuvenescimento, mas que também atuam no tratamento das feridas pré-malignas, às vezes com protetores solares com ativos também para esse propósito. Os procedimentos para o rejuvenescimento, quando a paciente prefere não se submeter à cirurgia plástica, já tem um caráter mais agressivo, como por exemplo, os peelings que são indicados para agir mais profundamente para obter os resultados desejados.

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Após os 65 anos

A partir dos 65 anos, mantemos os tratamentos anteriores, especialmente dos 55 anos e se a pele da paciente começa a ficar mais fina e delicada, precisamos utilizar produtos mais suaves em alguns momentos.

Fatores além da idade

Vão existir variações nas prescrições, pois há muitos fatores envolvidos. Começando com o tipo de envelhecimento da pele da paciente já na primeira consulta, pois nosso país cultua o bronzeado e muitos jovens ainda insistem em manter a pele bronzeada, o tipo de pele (racial, genético), se há doença associada, hábitos (praticar esportes ao ar livre), sexo e até mesmo concepção filosófica.