Crianças também sofrem com a queda de cabelo

Tratamentos devem ser iniciados no começo do problema

Por Especialista - publicado em 22/07/2008


Apesar de não ser algo tão freqüente, quando ela se manifesta, torna-se motivo de muita ansiedade por parte da própria criança em seu meio social, assim como dos pais.

As principais causas de quedas capilares, nestes casos, geralmente estão relacionadas ao estresse. É o caso do eflúvio telógeno e da alopecia areata, ambos comum em adultos. Estas quedas ocorrem normalmente após algum período de dificuldade para a criança, fazendo com que os cabelos caiam de forma difusa ou localizada.

Quando ocorre de forma difusa, muitas vezes pode passar despercebida clinicamente e costuma se resolver sem tratamento depois de algum tempo.
Porém, quando se trata da alopecia areata, ou seja, localizada, formando placas arredondadas ou elípticas de áreas sem fios e com cabelos que se soltam em chumaços, o quadro se demonstra física e psiquicamente mais sério.

A explicação é que a alopecia areata


infantil também tende a ser mais resistente a tratamentos, principalmente quando os pacientes têm histórico de alergias prévias (de pele, ou respiratórias rinite e asma), conhecidos como pacientes atópicos. Casos mais complicados podem ocorrer com a ampliação e confluência das placas de alopecia, como o desenvolvimento do acometimento de todo o couro cabeludo e, em situações mais complicadas, com o comprometimento de todos os pêlos do corpo.

Os pais devem sempre estar atentos e, ao perceber quaisquer modificações na quantidade de cabelos que a criança perde ou o aparecimento de áreas calvas no couro cabeludo, precisam procurar um especialista sem perda de tempo. De um modo geral, quando o tratamento se inicia logo que o problema é diagnosticado, o comprometimento se torna menor e os resultados costumam ser mais efetivos.

Outro caso comum é quando as perdas de cabelo acontece pelo próprio arrancamento dos fios pelo paciente, conhecida como tricotilomania, um distúrbio que deve ser acompanhado pelo dermatologista em conjunto com o profissional de apoio psicológico (psicólogo ou psiquiatra), e as genodermatoses. Estas últimas fazem com que os pacientes manifestem logo ao nascimento ou algum tempo depois distúrbios de anormalidade dos fios que os tornam mais fracos e quebradiços.

Os pacientes, de qualquer faixa etária, ao menor sinal de quedas capilares devem procurar um profissional especialista em cabelos (tricologista) ou um dermatologista para o diagnóstico adequado e instituição de tratamento precoce. Nas crianças, em virtude de todo o comprometimento que as perdas capilares podem acompanhar no seu desenvolvimento psíquico, esta atenção precisa ser redobrada.

Dr Ademir Jr. é médico dermatologista especialista em tricologia (medicina capilar) pela Internacional Association of Trichologists. Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Termalismo, e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. 

Para saber mais, acesse: www.ademirjr.com.br 

  

    






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