Acabe com a flacidez dos seios

Cirurgias plásticas podem remover as sobras de pele e remodelar a mama

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 26/02/2009

foto especialista
Ruben Penteado

Cirurgia plástica

A flacidez provocada pelo emagrecimento pode deixar uma herança desagradável: seios flácidos e caídos. Os seios são a parte do corpo que mais sofre com a oscilação de peso. Engana-se, porém, quem pensa que a única forma de encarar o problema é usar sutiãs modeladores para o resto da vida, inclusive para dormir. Hoje, cirurgias plásticas seguras podem remover não só as sobras de pele, como remodelar a forma e reposicionar a aréola, dando nova aparência aos seios.

Fim dos seios flácidos

A mastopexia é a técnica utilizada para retirar o excesso de pele existente e levantar a mama. As incisões dessa cirurgia podem ser em forma de T, L, I (vertical) ou O (circular), sempre na metade inferior da mama. É feita uma incisão ao redor da aréola para reposicioná-la e eventualmente reduzir o tamanho. São retirados o excesso de pele, o tecido glandular e a gordura. Em seguida, ocorre o remodelamento dos seios e o reposicionamento dos mamilos.

A anestesia usada nesse tipo de cirurgia é local, com sedação e alta no mesmo dia. Com a mastopexia, podemos associar outras técnicas como o jaquetão ou o retalho. Na primeira, o cirurgião faz uma incisão em torno da aréola até o sulco da mama. E, com o descolamento da pele, realiza um cruzamento desse tecido, um sob o outro, na parte inferior da mama. É indicado para pacientes que apresentam flacidez, mas um bom volume na mama inferior. Já na segunda, a incisão é feita a partir da aréola até o pólo inferior da mama. Retira-se o excesso de pele e preenche-se a parte superior da mama com o tecido da parte inferior. A vantagem é que a mulher fica com os seios mais projetados, sem a necessidade de colocação de implante de silicone.

Agora, quando a mama está caída e a paciente deseja acabar com a flacidez e aumentar o volume dos seios, a alternativa é a colocação de uma prótese de silicone. Dependendo do caso e da quantidade de pele existente, é necessária a colocação da prótese e depois a retirada dessa pele. Se a mama não tem muita pele excedente, o cirurgião pode optar por preencher todo o espaço com o implante de silicone, sem a necessidade de retirar a pele. Nesse caso, a prótese mais indicada é a de perfil alto, pois proporciona maior projeção e preenchimento da área.

Vale lembrar que, independentemente da técnica utilizada, a paciente deve antes passar por consulta com um cirurgião plástico e realizar todos os exames pré-operatórios (eletrocardiograma, urina, sangue, ultra-som de mama).

Hora de cicatrizar

As cicatrizes dessas técnicas de cirurgia de mama são facilmente disfarçadas sob biquínis ou blusas decotadas. Seu tamanho pode ser maior ou menor, dependendo do tamanho da mama. Na maioria dos casos, a cicatriz é de boa qualidade e tende a ficar imperceptível. É bom reforçar que o processo de cicatrização é gradual e pode ser dividido em três períodos de evolução: o primeiro, que vai até o 30º dia, mostra as cicatrizes com bom aspecto e pouco visíveis. O segundo, que vai do 30º dia até o 12º mês, quando a cicatriz vai ficando mais espessa e mais escura. O terceiro, que vai do 12º ao 18º mês, quando a cicatriz começa a clarear e a ter um aspecto mais natural.

O processo de cicatrização, apesar de conhecido, é individual e dinâmico, necessitando de acompanhamento do cirurgião plástico no período pós-operatório, podendo durar um ano e meio. O resultado definitivo, tanto da cicatrização quanto da forma da mama, só poderá ser avaliado após esse período.

Um pós-operatório repleto de cuidados

O pós-operatório para qualquer tipo de intervenção cirúrgica nos seios é parecido. Seguem algumas recomendações para que esse período seja saudável e livre de transtornos:

Os pontos precisam ser retirados depois de 7-15 dias. Algumas pacientes reclamam de perda de sensibilidade na região após a cirurgia, mas o problema costuma ser temporário;

Assim como na lipoaspiração, as cirurgias nos seios provocam edemas, hematomas e costumam causar dor nos primeiros dias. Qualquer sangramento deve ser comunicado imediatamente ao médico;

É obrigatório usar um sutiã especial de sustentação durante um mês, para ajudar na imobilização da região e na cicatrização;

Os curativos precisam ser utilizados por um período de 30 a 60 dias;

Deve-se evitar esforços - carregar pesos ou praticar exercícios físicos, por exemplo - por 30 dias;

Dirigir automóveis, só após 30 dias;

Exposição ao sol só depois de 30 dias;

E por fim, paciência é fundamental: os resultados definitivos só aparecem depois de um ano. 




Ruben Penteado é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e diretor do Centro de Medicina Integrada.

Para saber mais, acesse: www.medintegrada.com.br

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