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Alinhando seu sorriso

Por Minha Vida - publicado em 10/08/2006


Colocar um aparelho não é decisão fácil. Primeiro, porque custa caro. Segundo, pelo incômodo que a nova companhia provoca: comer certos alimentos em público vira um martírio e, no caso das mulheres, haja malabarismos para fazer uma maquiagem que não deixe a aparência muito carregada ? batom vermelho e acessórios prateados é quase motivo de pesadelo! Mas, mais assustador, ainda é ter de sofrer com o sorrriso torto, penar com os problemas de digestão (pouca gente lembra, mas o processo começa com a mastigação de cada alimento) e, mais tarde, penar com dores-de-cabeça e a temida ATM (articulação temporomandibular), inconvenientes mais comuns causados pela má posição dos dentes e dos ossos da boca.Para esclarecer todas as suas dúvidas, o Minha Vida sabatinou o presidente da Sociedade Brasileira de Ortodontia, Eduardo Rothier que, abaixo, destrinça toda a complicação que costuma deixar qualquer um zonzo na cadeira do dentista.

Como descubro se preciso de aparelho? Dá para saber mesmo sem ir ao dentista?
Existem alguns problemas comuns, que podemos listar. O crescimento irregular das arcadas superior e inferior é um deles, assim como o excesso de espaço para os dentes e as chamadas mordidas cruzadas. Isso acontece quando a parte óssea inferior fica à frente da superior ? a posição inversa é o correto. A mordida aberta também é bastante comum ? caso em que os dentes de cima e de baixo não se encontram, assim como as sobremordidas exageradas (quando os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores). O que diferencia o aparelho fixo do móvel? Os dois funcionam?
Normalmente, o aparelho móvel é usado durante o crescimento das bases ósseas ? fase em que ainda podem ser corrigidas. Já o fixo é mais utilizado na fase de transição da dentição mista para a permanente até a fase adulta. Um tratamento com aparelho móvel pode demorar mais, caso o paciente não fique com ele durante todo o dia. Os aparelhos conhecidos como capacete (ou, pior ainda, freios de burro) ainda são usados?
Sim. Nos casos em que, além do tratamento ortodôntico, é preciso um complemento ortopédico para corrigir a retração ou projeção da maxila (parte de cima) ou também a retração da mandíbula (parte de baixo) esses aparelhos são uma alternativa. Qual a melhor idade para se submeter a um tratamento ortodôntico?
Depende do problema a ser tratado. O aparelho móvel, por exemplo, é indicado para crianças a partir de seis anos ? fase de início da dentição mista. O aparelho fixo, que trata problemas da dentição permanente, é indicado a partir dos nove anos, no caso das meninas, e a partir dos onze quando falamos dos meninos. Se o tratamento for feito na infância, existem chances de o problema ortodôntico reaparecer na fase adulta?
Sim, por isso é fundamental que, após concluída a fase da correção, o paciente observe o período de contenção do tratamento conforme a orientação do seu ortodontista. Esse acompanhamento diminui a possibilidade de reincidência. E hoje em dia os aparelhos resolvem qualquer tipo de problema? Ou existe algum tipo de restrição?
Nos pacientes adultos, como o crescimento das arcadas já se deu por completo, o tratamento ortodôntico pode não ser suficiente, e a pessoa precisa se submeter a uma cirurgia ortognática - procedimento que corrige a posição dos maxilares. Outra limitação bastante recorrente tem ligação com a condição dentária. Quem fez canal ou implante precisa tomar cuidados extras, pois os dentes ficam bem mais frágeis. E quanto tempo dura o tratamento?
A duração média de um tratamento ortodôntico completo é aproximadamente de 24 meses. Mas isso só quando não existem maiores dificuldades, como a associação de um ou mais problemas ? coisa bastante comum nos consultórios, aliás.










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