Isolamento ameaça autoestima na terceira idade

Convívio social ajuda a envelhecer com saúde, preservando a memória e a autoestima

POR ANA PAULA DE ARAUJO - ATUALIZADO EM 23/11/2016

Os pés para o alto e a cabeça desocupada, observando o tempo passar, estão longe da rotina atual de quem se aposenta. Hábitos mais saudáveis, aliados aos avanços da medicina, derrubam os limites físicos que caracterizavam o envelhecimento. E exigem um plano capaz de afastar a ociosidade e problemas relacionados a ela, como a depressão e a ansiedade. "A rotina é deixada de lado com a aposentadoria, mas é hora de alimentar projetos pessoais e até investir em uma guinada profissional", afirma o especialista em gerontologia Diego Miguel, do Centro de Referência do Idoso (CRI-Norte), em São Paulo. Estresse, gastrite e até descontrole da glicemia são outros males que aparecem nesta fase - principalmente, nos casos em que a falta de um projeto abala a autoestima do idoso, explica a geriatra da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Silvia Pereira. Os especialistas dão dicas para quem está ganhando horas livres e precisa descobrir o que fazer com elas.

Frequente bailes

Dançar na terceira idade não é só uma maneira divertida de mexer o corpo. Habilidades como força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade também são desenvolvidas e trazem bem-estar e saúde aos idosos. Quando dançam, eles fazem um esforço maior para memorizar a sequência dos passos e precisam se concentrar para não invadir o espaço do parceiro, conclui um estudo recente da Unicamp, em São Paulo. Além disso, se lembram de experiências e sensações vividas no passado, quando a música os remete à juventude.