Reflexão sobre o amor incondicional

Experimente se questionar sobre esse sentimento

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 09/10/2009

Faça uma reflexão em sua vida e pergunte-se se você exercita o amor incondicional. O verdadeiro amor não coloca condições, não coloca distâncias, não coloca empecilhos.

O amor verdadeiro é livre, livre do ego, da vaidade, de querer atender a si mesmo. É altruísta. Pensa no outro antes de si mesmo. E coloca toda a sua atenção naquilo que ama. Sem apego! É todo ouvido, todo coração, braços e mãos, pernas e pés. É todo olhos, sentidos. É inteiro naquilo que é. O amor incondicional se entrega, não conhece o medo. Se este se aproxima, anula-o em função de algo maior.

O amor é coragem, é a força que anima a alma. O amor é alegria e não cansaço! O amor verdadeiro não conhece a palavra ?meu?, porque entende que o outro é um ser individual e que somente entrando em ?seu? coração, pode compreender e partilhar. O amor não é o que é por expectativas. Não é temporal. É permanência, fluidez. Não conhece a culpa. Conhece a desculpa, o perdão. Porque é livre de julgamentos e condenações Aproxima, ao invés de afastar. Fala baixo, ao invés de gritar. Porque a nada e a ninguém quer impor-se. O amor incondicional é mais ouvidos do que verbo. É mais gestos que palavras.

O amor vai onde a necessidade está, onde há o vazio. Não escolhe, por vezes, aquilo que agrada a si mesmo, mas onde é útil o seu coração. Sabe que os excessos são prejudiciais e conhece as medidas certas de se doar, sem invadir o outro. O amor incondicional transforma. É príncipe da tolerância e do respeito, guerreiro sem armas de fogo, força da suavidade e compaixão honesta, caridade profunda. Vai além de seus próprios problemas, porque reconhece que os outros também os têm.

Questione-se de suas expectativas mediante àqueles que você diz amar; se você os ama somente quando o agradam; se você é capaz de amar quando ninguém é capaz de fazer o mesmo. Pergunte-se se você é capaz de ser luz na escuridão, de sorrir quando o outro é agressividade; se sabe respeitar o livre arbítrio alheio, e não somente o seu e se é capaz de não impor a sua verdade e compreender a verdade alheia. Será que você é capaz de entrar no coração de seu filho, irmão, companheiro ou companheira, amigo ou patrão ou vizinho? Você se permite conhecer um desconhecido ou então conhecer a fundo aqueles a quem acha que já conhece há tempos? É capaz de olhar além das aparências e do superficial e se deixar enxergar o que somente o coração é capaz? Será que é capaz de deixar de aleijar as pessoas que ama e ajudá-las a aprenderem a andar?

Pergunte-se se é capaz de compreender que desapegando-se daqueles que ama, você caminha lado a lado com eles. Você os olha na mesma altura dos olhos. Você os sente com a mesma batida do coração. Perceba que você não é menos ou mais do que aqueles que o geraram, de que você não é menos ou mais do que aqueles que o contrataram. Deixe de lado suas pobres expectativas ou suas frustrações, ou suas ilusões

Experimente somente estar presente. Sentir, ao invés de rotular a si e ao outro Experimentar o amor ao invés da lamentação. Ser grato por tudo o que é, por tudo o que agora lhe serve. Experimente as dimensões de seu coração em sua totalidade! Quem acha fazer um favor (condicional) oferece um empréstimo. Quem ama incondicionalmente faz uma doação.