Mulheres têm medo subconsciente de engordar, diz estudo

Mesmo quem tem o corpo em forma fica tensa quando pensa em ganhar quilos extras

Por Minha Vida - publicado em 22/04/2010


Um estudo realizado pela Universidade de Chicago e divulgado pela publicação Personality and Individual Differences, constatou que as mulheres sentem medo de engordar só de olhar outras mulheres gordas.

Segundo o estudo, mesmo quando não têm problemas com a balança, as mulheres se sentem perseguidas pelos quilinhos a mais e chegam a desenvolver patologias emocionais por isso. Durante o estudo, foram avaliadas 2000 mulheres norte-americanas, com idades entre 20 e 50 anos.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram a ressonância magnética com o intuito de avaliar o que acontece com o cérebro das participantes (sem histórico de distúrbios alimentares) ao analisarem fotos de mulheres acima do peso.  

Quando viram pessoas do sexo feminino com excesso de peso, 1480 voluntárias desencadearam reações na parte do cérebro que processa a "identidade e a autorreflexão", e demonstraram medo e aversão. Cerca de 350 delas tiveram alterações na parte do cérebro que coordena tais reações, mas esboçaram uma preocupação moderada com a balança, e apenas 180 não apresentaram alterações de comportamento.

Os cientistas explicam que o bombardeio frequente de imagens de modelos magras faz as mulheres identificarem determinados corpos como ideais e isso faz com que elas alimentem a impressão de que para ser feliz é preciso ser magra.

Isso acontece porque nosso cérebro é treinado para reagir a determinadas situações de acordo com os estímulos que recebe. Se relacionarmos a noção de felicidade à pessoas magras, nosso cérebro captará o recado e sempre que os quilinhos a mais ameaçarem nossa dieta, teremos a sensação de que eles nos farão infelizes. 

Testes similares realizados em homens mostraram que os rapazes não se sentem ameaçados pelos quilinhos a mais e até gostam de uma gordurinha.

Os cientistas acreditam que este seja um passo importante para entender os mecanismos biológicos que levam as pacientes a desenvolverem transtornos alimentares, mas admitem a necessidade de mais estudos para compreender de fato esta relação. 


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