Você sofre com a falta de privacidade ou é fonte de fofocas?

A falta de limites ao se expor acaba com o sossego e com a individualidade

Por Minha Vida - atualizado em 05/04/2011


Entre as pessoas que conhecem você, não há segredos: todos conhecem suas dificuldades, ficam sabendo quando há um problema e são capazes de descrever, com detalhes, todos os seus pensamentos. Os segredos não têm espaço na sua rotina, aberta a quem estiver disposto a ajudar. "As pessoas podem ter o dia-a-dia alterado por conta da falta de limites em se expor", afirma o especialista em relações interpessoais Jamar Monteiro. Sem perceber, sua vida vira fonte de fofocas e o sossego vai embora .

Há quem afirme saber lidar muito com isso (e até gostar da idéia). Entretanto, uma pessoa sem privacidade pode perder a autonomia quando precisa tomar uma decisão e acaba não vivendo a própria vida. "Ela fica acostumada a definir seus próximos passos sempre a partir do que os outros pensam", afirma a psicóloga Fernanda Grimberg, da Clínica Luisa Catoira.  

fofoca

Segundo a especialista, quando sua vida torna-se pública, as pessoas acham-se no direito de intervir, dar opiniões e, muitas vezes, geram muitos constrangimentos. Para evitar isso, muita gente prefere se fechar.

Existem pessoas que andam na contramão daqueles que encaram a falta de privacidade como sinal de uma vida desinteressante ou algo típico de quem não tem personalidade própria e, portanto, preferem se esconder. "Essas pessoas se preservam justamente para alcançar um mínimo de individualidade", diz Jamar Monteiro. Casos de perda de privacidade podem repercutir muito mal em pessoas com baixa autoestima, solidão, estresse e, até mesmo, depressão. 

No dia a dia, a dica é manter sua intimidade sob guarda, mas não deixar de compartilhar as dificuldades com os amigos e com as pessoas em quem você confia. Essa troca de informações é muito rica emocionalmente e permite descobrir soluções para as situações difíceis. Às vezes, o simples desabafo e uma palavra carinhosa aliviam nosso sofrimento. O segredo está em escolher bem as pessoas que estão preparadas para nos ouvir (sem transformar cada frase em fofoca no minuto seguinte).

A medida ideal? Ela existe, mas não está disponível a partir de uma fórmula. São suas reações diárias que revelam se há necessidade de abrir ou fechar sua vida íntima um pouco mais. 


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