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Mostre que tem samba no pé e caia na Gafieira

O ritmo é o mais elegante na dança de salão e deixa o corpo em forma

Por Minha Vida - publicado em 29/05/2009


Ver Juliana Alves e Estênio Garcia deslizando na pista de dança da Estudantina, na novela Caminho das Índias , faz os pés balançarem, por maior que seja a sua timidez. As coreografias sensuais e o molejo suave, quase despretensioso, tornam o samba de gafieira uma opção atraente para todas as idades e os tipos físicos. Os movimentos mais soltos e a malícia sutil agradam jovens e até os idosos, que lotam os bailes , afirma Alberto Ferrano, professor de Gafieira da escola Grife do Corpo, em São Paulo.

Mas o ritmo não é de agora, não. Trazido ao Brasil pelos africanos em rodas de samba da Bahia, o Samba de Gafieira foi influenciado por ritmos latinos e americanos na década de 1940. Se alastrando até o Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX pelos negros que migravam da Bahia, era dançado em cabarés e gafieiras (daí o nome samba de gafieira), local onde tradicionalmente se praticava as danças de casal. Nessa época, o estilo de dança incorporou outros ritmos que existiam na cidade, como Maxixe e Xote, o primeiro de origem brasileira e o outro, portuguesa.

A condução, na gafieira, é papel do homem. Ele se impõe na dança como protetor da sua parceira, dando espaço para que ela mostre sua dança. Mas, ao mesmo tempo, age impedindo a aproximação de qualquer outro homem que possa puxá-la para dançar. O gestual, de execução ágil, rende muito mais do que uma simulação de conquista: você, de fato, fica mais atraente graças às calorias que vão embora por aula.

Dá para perder até 400 calorias em uma hora quando o domínio sobre os movimentos chega, o que acontece cerca de quatro meses após os primeiros passos. Mas desde o começo o corpo muda. As panturrilhas ficam mais definidas, porque toda a coreografia é na meia-ponta. A postura também melhora, porque ninguém dança corcunda ou olhando para baixo, os músculos criam força, os ombros encaixam-se , afirma o professor Alberto Ferrano.

Para alcançar os resultados, o ideal é manter um pique de duas aulas por semana, com uma hora cada. Mas nem sempre isso é possível, por isso a maioria das escolas já dispõe de pacotes com um treino semanal, de uma hora e meia. Uma maneira divertida de compensar a diferença é saindo para dançar quando houver um tempo de folga. Além de treinar os passos com parceiros diferentes, você se sente mais à vontade para experimentar movimentos que sequer foram ensinados.

O professor da Grife do Corpo diz que a consciência corporal é bastante trabalhada nas aulas. Dessa maneira, sua percepção do corpo aumenta e os movimentos passam a ganhar leveza, fazendo da dança muito mais do que uma repetição ensaiada. E esqueça a idéia do quadril sacolejante, que muita gente lembra ao pensar em samba. O quadril da gafieira serve como alavanca para os movimentos de perna. Ele é malicioso, sem muita velocidade, as pernas destacam-se na coreografia , afirma.

Na novela, os passos dos personagens são estilizados e não refletem o que acontece entre dançarinos de verdade. Há muito mais improviso, com o ritmo servindo de fundo para os diálogos. Quem quer ver gafieira, mesmo, precisa focar atenção nos fundos da cena. Lá estão bailarinos antigos, que frequentam a Estudantina e conhecem o assunto , diz Alberto. Se você quer experimentar o ritmo, as dicas do professor incluem músicos da velha guarda e jovens compositores:

1. Seu Jorge: o clipe Carolina até mostra como dançar e é a pedida mais animada das pistas, atualmente
2. Max de Castro
3. Simoninha
4. Jair de Oliveira
5. Marquinhos Satã
6. Jorge Aragão
7. Branca de Neve
8. Coletâneas Casa de samba


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