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Parada abrupta: conheça os prós e contras desse tratamento para parar de fumar

A técnica consiste em escolher uma data para deixar de vez de fumar e pode ser acompanhada ou não por outras terapias

O que é a parada abrupta

A parada abrupta é um método para parar de fumar, em que o tabagista abandona os cigarros de uma só vez. No geral, a pessoa marca o chamado ?dia D?, em que ela não fumará mais nenhum cigarro nessa data. No geral, os especialistas pedem que você escolha uma data tranquila, mas que também seja emblemática, como um aniversário, por exemplo. Mas a parada também pode ser repentina, conforme a determinação do paciente.

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No geral, essa é a técnica mais indicada do que a parada gradual, em que o paciente vá reduzindo a quantidade do cigarro aos poucos.

Para quem é a parada abrupta é indicada

A parada abrupta é mais bem aceita por aqueles que estão cientes sobre os sintomas da síndrome de abstinência e tem estratégias de manejo para este período. Também para o tabagista que já tentou parar aos poucos, mas sempre acaba por voltar a fumar como antes. Além disso, pessoas que vão parar de fumar pela primeira vez ou estão muito motivadas devem tentar essa técnica primeiro.

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Como funciona a parada abrupta

A parada abrupta consiste em, a partir de uma determinada data, o paciente deixar completamente de fumar. Ele pode escolher uma data especial e emblemática para isso, como um aniversário, por exemplo, ou simplesmente esperar o final do próximo maço e nunca mais comprar. O mais importante para essa técnica é que o fumante não volte a tragar mais nenhum cigarro depois do dia estabelecido.

Vantagens e desvantagens da parada abrupta

Uma das vantagens da parada abrupta é que a pessoa promoverá mudanças mais rapidamente em seu dia a dia e assim não ficará exposta a cinzeiros e outros utensílios, que permanecem algum tempo na vida do fumante que opta pela parada gradual. Os objetos e os hábitos que envolvem o ato de fumar podem ser difíceis de deixar, e há pessoas que preferem abandonar tudo isto de uma vez.

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Como desvantagem, está a questão de a pessoa acostumada a fumar todo o dia de repente ter que deixar o hábito, o que pode causar uma síndrome de abstinência intensa, além das dificuldades em lidar com o primeiro dia sem nenhum cigarro.

Resultados esperados

No geral, os índices de recaída são mais baixos nesse tipo de parada. Muitos especialistas atribuem uma maior efetividade ao método de parada abrupta, porém os estudos se dividem nesse aspecto.

Inclusive, uma revisão de estudos realizada pela Biblioteca Cochrane, que reuniu 10 pesquisas com 3760 participantes no total, mostrou que ambos os métodos (parada abrupta e gradual) tem resultados parecidos ao ajudar os fumantes a pararem, mesmo quando acompanhados de terapia de reposição de nicotina, suporte comportamental ou suporte de auto-ajuda.

No geral, porém, que já tentou essa técnica anteriormente e não obteve resultados ou apresentam síndrome de abstinência muito intensa, talvez seja melhor considerar adotar a parada gradual.

Tratamentos aliados

Terapia de reposição de nicotina Essa terapia consiste em fornecer doses pequenas de nicotina ao fumante e reduzindo-as aos poucos, permitindo assim que ele controle melhor as crises de abstinência e se acostume aos poucos com a falta de substância. Esta associação deve acontecer quando há indicação médica para o uso do tratamento farmacológico (de acordo com gravidade da dependência, tentativas frustradas anteriores só com terapia, etc...).

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Caso o médico confirme o tratamento, a terapia de reposição de nicotina entra ajudando o paciente a lidar melhor com as crises de abstinência.

Quem pode orientar

O ideal é sempre tentar parar de fumar sob a orientação de um especialista médico nessa, que certamente irá ajudá-lo a escolher os melhores tratamentos, inclusive realizando uma intervenção medicamentosa se necessário. Além disso, comorbidades clínica ou psiquiátricas podem representar fator de risco para recaída, e com o acompanhamento médico estas serão tratadas imediatamente.

Fontes

Psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira (CRP 06/99198), especialista em Dependência Química e profissional do Vida Mental Serviços Médicos

Psicóloga Sabrina Presman, especialista em tabagismo da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas (ABEAD)

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Livro "Tabagismo: Doença que tem tratamento" (Editora ArtMed), organizado pelo pneumologista Luiz Carlos Côrrea da Silva