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Giovanna Antonelli revela que teve síndrome do pânico

Problema causa sensação de ataque cardíaco, falta de ar, coração disparado, suor, entre outros sintomas

A atriz Giovanna Antonelli revelou em entrevista ao site Purepeople que sofreu com a síndrome do pânico quando era mais nova. "Tive muito medo na infância, fui assaltada 12 vezes. Teve época em que via o ônibus e me tremia toda", disse ela, que acaba de se recuperar de uma cirurgia de diástase. Atualmente, os planos da atriz envolvem passar uma temporada em Portugal com a família.

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Relembrando os momentos que teve a síndrome do pânico, a atriz destaca a dificuldade de ter sido diagnosticada. "Sofri com síndrome do pânico 20 anos atrás e, provavelmente, desenvolvi déficit de atenção, mas meus pais não perceberam isso na época. Lembro de ter me sentido muito acuada, indefesa", contou.

O que é a síndrome do pânico?

Imagine a sensação de um ataque cardíaco, falta de ar, coração disparado e suor empapando a roupa. Em questão de segundos, surgem uma série de sintomas: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Essa é a descrição para o que ocorre durante uma crise de síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico.

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"O distúrbio é uma das formas de manifestação da ansiedade patológica, uma das mais limitantes para a vida do paciente. Os sintomas do transtorno do pânico são muito intensos, acima do que poderia ser considerado o limite de ansiedade normal, poderíamos dizer até que esta é a manifestação do grau mais alto de ansiedade", conta a psicóloga Adriana de Araújo.

Como diagnosticar?

Quanto mais preciso o diagnóstico e mais precoce o início do tratamento, maiores as chances de reversão do quadro. "É comum, ainda, pessoas com transtorno de pânico fazerem uma verdadeira via crucis por médicos de diversas especialidades antes de serem encaminhados para um psiquiatra ou para um psicólogo. Isso decorre da variedade dos sintomas físicos normalmente apresentados pelo paciente. Muitas vezes, o paciente não aceita de imediato o diagnóstico de síndrome do pânico, não acredita que tantos sintomas físicos sejam provenientes de questões emocionais", destaca a especialista.

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O transtorno é de duas a quatro vezes mais frequente nas mulheres, mas também pode ocorrer com sinais semelhantes nos homens. "A maior ocorrência entre elas é atribuída aos efeitos das alterações hormonais sobre algumas estruturas cerebrais. O mais comum é que o primeiro episódio de pânico se dê no início da idade adulta, mas pode ocorrer em pré-adolescentes e adolescentes", diz Adriana. "É raro ocorrer em pessoas com mais de 65 anos. Lembrando, que um único episódio de crise de ansiedade aguda não configura a doença da síndrome do pânico. De certa maneira, todos poderíamos ter uma crise, sem desenvolver a doença. A repetição dessa crise configura a doença em si e merece o devido tratamento", finaliza.