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Resolva de uma vez por todas os dilemas da maternidade

Dar chupeta, dormir com ele na mesma cama... acabe com as dúvidas!

Publicado em 21/3/2007

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A avó diz que pode, o médico diz que não, o pai disse pra você decidir, a revista deu que talvez, sua amiga fez e tudo bem, a vizinha fez e deu tudo errado. Não vão faltar dúvidas nos primeiros anos do bebê, nem opiniões de todos os lados que muitas vezes deixam você mais confusa ainda.

São decisões aparentemente simples, como dar ou não chupeta ou levar ou não seu filhote a festas noturnas. Mas, como quase tudo que acontece na primeira infância, o mais simples pode deixar uma herança, boa ou má, para toda a vida. Por isso, tudo precisa ser muito bem-pensado.Mas calma! Nós vamos te ajudar. Reunimos as dúvidas mais comuns das mães, e ouvimos especialistas que julgaram cada uma. Veja os prós, os contras e as sentenças indicadas para  cada atitude. E boa sorte, porque a decisão final é só sua!

Dilema 1: Pode levar o bebê para a cama dos pais?
No início, como ele era tão pequenino e frágil (e você estava cansada demais para se levantar tantas vezes na mesma noite), você achou que ficaria mais protegido se dormisse aconchegado com os pais. Mas bebê cresce e uma cama pode ficar pequena para três.

A defesa:
- A facilidade para amamentar, já que a mãe não precisa levantar cansada no meio da noite para ir até o quarto do bebê;
- No caso de pais que trabalham até tarde e só voltam quando o pequeno já dormiu, é uma oportunidade de passar pelo menos algum tempo com a criança.

A acusação:
- Levar a criança para dormir na cama dos pais aumenta o risco de sufocamento, já que um bebê de até oito meses ainda não tem capacidade motora de engatinhar ou se virar para livrar-se de algum travesseiro ou cobertor que possa cobrir sua respiração.
- O casal perde sua intimidade e espaço para conversar e dividir as responsabilidades de rotina.
- Há contratempos como acordar com a cama molhada ou ter que passar a noite amamentando, porque o bebê faz do peito uma chupeta.

A sentença:
Desde a chegada do hospital, o melhor para o bebê é ter seu cantinho próprio na casa. Quanto mais cedo ele se acostumar a dormir no berço, melhor. Assim ele já aprende a dormir sozinho e evita futuras excursões ao quarto dos pais , explica a psicóloga Eva Franciosi.
Crie uma rotina para chamar o sono, com horários bem definidos e programas relaxantes. Você pode deixar uma luz secundária mais fraca acesa enquanto conta uma historinha, de preferência curta, afagar o pequeno e dar um beijinho de boa noite.
Mantenha uma poltrona ou uma cama de solteiro no quarto. Assim, se tiver que levantar para amamentar, não precisa ficar de pé e morta de sono. A estratégia também é útil em noites chorosas ou em que o bebê esteja doente, porque você pode cuidar dele (e descansar nas horas vagas) sem ter que tirá-lo do quarto.

Dilema 2: Chupeta, usar o não?
A grande briga entre profissionais da saúde e mães. Eles gritam em coro que não, enquanto as mães afirmam que sim, este é um remédio milagroso.

A defesa:
- É uma solução rápida e fácil para o bebê parar de chorar, ficar mais calmo e pegar no sono.

A acusação:
- O uso da chupeta pode resultar em desmame antes do tempo, já que a posição da língua ao sugar o bico é diferente da de mamar no peito. Resultado: quando vai mamar no seio ele não consegue sugar direito e sai pouco leite, provocando irritação, deixando-o mal nutrido e, com o tempo, levando à preferência pela mamadeira, mais fácil de puxar o leite.
- A chupeta faz com que a criança aprenda a respirar pela boca, um movimento incorreto que prejudica a saúde.
- A chupeta causa má-formação na arcada dentária e pode ser a causa de dentes tortos no futuro.

A sentença:
Você já deve suspeitar: um sonoro não! Crianças amamentadas ao peito não necessitam de bicos, chupetas e mamadeiras. Todos são extremamente prejudiciais à amamentação e à saúde do bebê , reforça Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, Consultora Internacional em Aleitamento Materno pelo International Board Certified Lactation Consultants (IBCLC). Finja que chupeta é uma coisa que nunca existiu e proíba avós, tios e professores da creche de oferecê-la.



Encontre alternativas para distrair e tranqüilizar a criança, como cantar uma música, embalar no colo, fazer uma brincadeira. Torne a opção escolhida um ritual, e ele terá o mesmo efeito calmante da temível chupeta, sem contar com todos os contras listados.

Dilema 3: Gêmeos podem ser vestidos iguaizinhos?
Muitos pais não conseguem resistir à tentação de vestir os seus gêmeos de maneira idêntica e, às vezes, tudo vira uma divertida brincadeira sobre quem é quem.

A defesa:
- Pode ser divertido confundir os outros sobre quem é quem e exibir filhotes iguaizinhos.

A acusação:
- Se tudo pertencer a ambos, é difícil que os gêmeos possam pensar em si mesmos como pessoas diferentes.

A sentença:
Os pais devem incentivar a individualidade dos gêmeos para garantir aos filhos que tenham diferentes personalidades e experiências, sem quebrar os fortes laços que existem entre os pequenos , afirma a psicóloga Eva. Mas, se as crianças possuem alguns interesses parecidos, os pais não devem proibir que elas façam as mesmas atividades os mesmos esportes, por exemplo desde que seja o que elas realmente querem. O que não vale é forçar situações para que eles fiquem iguais.

Dilema 4: Posso sair à noite com bebê a tiracolo?
Restaurantes, festinhas, baladas. Se você topar, a vida social não acaba com a chegada do bebê. Mas e o que fazer com os filhos? Pode levar junto?

A defesa:
- Criança comportada dentro de casa não se comportará diferente em outros ambientes. Ou seja, se ela compreende os limites dentro de casa, fará a mesma coisa fora dela.
- Ter o pequeno sempre por perto é bom, já que é difícil descolar alguém confiável para tomar conta dele.
- Se acostumado desde pequeno, ele entra no ritmo e não se importa com o barulho e o agito para dormir.

A acusação:
- Para algumas crianças, festas de adulto são um sacrifício, que as deixam estressadas, irritadiças e manhosas. Se a criança está doente, também, nem pensar.
- Muitos lugares não são adequados para crianças pequenas. A sentença: Depende da festa, da situação, da idade das crianças, do estado de saúde e do jeito de ser de cada bebê. O melhor é cada casal avaliar cada situação e tomar uma decisão conjunta, baseada nesses fatores.

O que não pode é deixar de ter vida social porque virou pai e mãe, porque isso faz mal para a relação de casal , afirma a psicóloga Daniela Levandowski. Se a decisão for levar a criança, a dica é ter sempre à mão brinquedos para ele se distrair.

Também é importante o casal combinar como será o cuidado, revezando-se para que ambos possam aproveitar um pouco a ocasião. Evite lugares onde haja barulho alto demais, luzes fortes, gente que passou dos limites na bebida e fumaça de cigarro.

Se ele já anda, não o perca de vista em momento algum não é difícil que ele tome um resto de cerveja num copo deixado de lado ou ache um jeito de se machucar em escadas e piscinas. Ao menor sinal de desconforto do bebê, não force a barra e volte para casa.



Até agora, qual a sua maior dificuldade nos cuidados com
seu bebê? Por quê?



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