Obesidade infantil: um risco à saúde do seu filho

O perigo está aumentando. Estima-se que 10% já estão acima do peso

Por Minha Vida Publicado em 25/7/2007

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O estilo de vida que muitas famílias têm e a cultura consumista contribuem bastante para este caso alarmante. O fato dos pais manterem os filhos dentro de casa com medo da violência, a permanência constante em frente à TV e as horas e horas jogando vídeo game fazem com que as crianças não gastem as calorias necessárias e, portanto, se tornam sedentárias.

Alguns fatores são determinantes para a obesidade infantil, entre eles, o desmame precoce, a introdução de alimentos inadequados e relação familiar conturbada. As causas também podem ser psicogenéticas, como rejeição materna e falta de afeto, depressão e culpa, angústias, pais superprotetores, pais alcoólatras, crianças imaturas e com problemas orgânicos. O tratamento para a obesidade exige algumas regras a serem seguidas, tais como uma dieta balanceada, exercícios físicos e apoio individual e familiar. Para melhores resultados é fundamental a cooperação dos pais e da escola. Vemos muitos pais e avós que gostam que as crianças estejam gordinhas dizendo que é sinal de saúde mas é justamente aí que

estão errados, obesidade nunca é sinal de saúde e requer alguns cuidados. Para a escola, além de repensar no cardápio da cantina, é necessário integrar a nutrição à sala de aula, incorporando conceitos de nutrição às crianças. Tendo informações e consciência, o preconceito dos próprios coleguinhas com os "gordinhos" se acaba naturalmente.

Os comportamentos alimentares são facilmente condicionados na criança por quem a alimenta e educa. É preciso usar a criatividade na alimentação, estabelecer limites e oferecer o que é saudável. É necessário também ter paciência, criatividade e ser enérgico. Pais que não impõem limites, não são obedecidos pelos filhos.

Abaixo seguem algumas dicas para manter o peso:
- Gestação controlada;
- Mamar no peito;
- Introdução de frutas, legumes e carnes magras;
- Comer somente na mesa com todos da família;
- Quanto mais colorido o prato, melhor;
- Fazer exercícios;
- Evitar muito tempo em frente à TV, computador ou vídeo game;
- Evitar refrigerantes e bolachas recheadas.


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Você consegue introduzir facilmente legumes, verduras e frutas no cardápio do seu filho?



Conteúdo por:

Dr Carlos Roberto Brunini
Especialidade: Pediatria

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