A tuberculose é uma das doenças mais antigas do mundo, com transmissão respiratória causada pela microbactéria chamada Bacilo de Koch. No entanto, apesar de todo o avanço tecnológico da humanidade, ela ainda está presente.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), dois bilhões de pessoas o que corresponde a um terço da população mundial já teve contato com o agente causador da tuberculose. Destes, oito milhões desenvolverão a doença e dois milhões morrerão, a cada ano.
O Brasil ocupa o 16º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. A sua origem está ligada a questões sociais, pois se observa que grupos populacionais em piores condições socioeconômicas estão mais expostos a contrair a doença.
O governo brasileiro, preocupado com os níveis alarmantes da doença no País, elaborou o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), que se fundamenta em três pontos: o diagnóstico precoce, a introdução do tratamento medicamentoso e a cura.
Em relação ao diagnóstico precoce, a orientação é que toda pessoa que apresente tosse (seca ou com catarro) há mais de três semanas compareça a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para colher o exame de baciloscopia (escarro), mesmo que não haja indício de outros sintomas.
O exame é gratuito e não há a necessidade de agendar uma consulta para a sua realização. O resultado fica pronto em poucos dias e, caso seja diagnosticada a doença, o tratamento deve ser feito por uma UBS, pois não existe ainda a indicação de medicamentos em serviços privados. É importante que o paciente siga corretamente as orientações prescritas e faça uso dos medicamentos pelo tempo indicado de seis meses.
Por ser um tratamento longo, o abandono das recomendações médicas pode se transformar em um grande problema. Interrompê-lo por conta própria prejudica no alcance da cura e ainda pode fazer com que a doença se desenvolva na sua forma mais resistente. Por isso, fique sempre alerta aos sintomas de tosse e não deixe de procurar por uma UBS para ter acesso ao tratamento completo e eficaz.
Rosângela Elaine Mineo Biagoli é professora do curso de Enfermagem da UNINOVE