Confiar a saúde de seu filho a alguém é assunto sério. Ao eleger o pediatra do seu bebê, você estará colocando nas mãos dele a responsabilidade de fazer com que tudo corra da melhor maneira possível ao longo do desenvolvimento do pequeno. É uma relação íntima, em que você deve se sentir segura com as orientações dele e à vontade para se abrir em qualquer ocasião e até ligar de madrugada, se preciso.
O ideal é que o mesmo médico acompanhe a criança do nascimento à adolescência. Assim, ele conhecerá como ninguém o pequeno paciente, e poderá apresentar diagnósticos mais precisos. Para o bebê, a familiaridade com o pediatra colabora para tornar as consultas mais agradáveis.Achar um profissional competente e com toda essa empatia exige alguma pesquisa. Melhor fazê-la, de preferência, antes do bebê nascer. Assim, o pediatra pode acompanhá-lo já no primeiro dia de vida se for necessário ou se você quiser.
Para garantir que você não erre na escolha, Minha Vida conversou com o pediatra Fábio Ancona, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele conta o que as mães devem observar e exigir de um bom profissional. Confira!
Qualificação nota dez
Além do curso médico, o profissional deve ter concluído dois anos de residência em pediatria geral. Para receber o título de especialista em pediatria, concedido pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Associação Médica Brasileira, o médico deve ser aprovado em um concurso, fazendo um teste específico dessa área , explica Ancona. Não se acanhe em perguntar onde ele estudou e fez residência, nem de procurar no site da Sociedade Brasileira de Pediatria (www.sbp.com.br) se ele é membro da instituição. Na primeira conversa, verifique também se ele segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde, como defender o aleitamento materno , diz Ancona.
Não está na lista telefônica
A melhor maneira de encontrar um pediatra de confiança é pedir indicação para amigos, familiares e colegas que tenham filhos pequenos. Também vale procurar por um profissional associado à Sociedade Brasileira de Pediatria, através do site da instituição (www.sbp.com.br). Nesse endereço é possível encontrar a relação dos pediatras associados em cada região do país.
Em cidades muito grandes, os pais devem levar em a distância do consultório pediátrico em relação à sua residência, orienta Ancona. É importante se informar a respeito dos hospitais em que o profissional tem permissão para atuar na emergência.
O ideal é que o pediatra atue em hospitais que aceitem o convênio de saúde da família do bebê, para não acontecer da criança precisar ser atendida por outro médico em casos de emergência , diz o pediatra.
Uma relação muito especial
A simpatia entre os pais, a criança e o pediatra deve ser recíproca. Se a intenção é encontrar um médico para acompanhar o desenvolvimento do seu bebê por toda a infância, é essencial que se estabeleça entre vocês uma relação amigável. Repare se ele dá atenção suficiente a suas preocupações e se lhe interroga de forma completa, investigando todos os detalhes da saúde e comportamento do bebê. Desconfie de profissionais que fazem consultas fast-food de 15 minutos ou menos.
Também atente para o modo como ele trata o bebê. Se doentes, as crianças ficam chorosas ou podem simplesmente estranhar o ambiente um comportamento comum a partir dos sete meses. O médico deve ser paciente e tratar com delicadeza e bom-humor o pequeno.
Rejeite médicos impacientes ou agressivos. Em situações como essa, a postura correta de um pediatra é de acolhimento , explica Ancona. Um bom médico também deve se fazer disponível, deixando um número de telefone em que poderá ser contatado facilmente para esclarecer dúvidas e orientar os pais em emergências.
Quem vê cara, vê qualidade
Como qualquer outro profissional da área da saúde, a primeira coisa a checar no consultório do pediatra é se o ambiente é extremamente limpo. Verifique também a limpeza das roupas que o pediatra está vestindo na hora de atender seus pacientes e se ele lava as mãos antes e depois de examinar o bebê. Olho também na maca. É extremamente importante que o médico utilize lençóis descartáveis, que deverão ser trocados a cada novo paciente , alerta Ancona.
Até agora, qual a sua maior dificuldade nos cuidados com
seu bebê? Por quê?