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Aprenda a lidar com manhas e berreiros sem perder a calma

Use a pirraça para ensinar valiosas lições de autonomia

Por Minha Vida - publicado em 22/03/2007


A cena é clássica. A mãe vai ao supermercado com seu anjinho. Deslumbrado com todas as prateleiras coloridas, ele começa a pedir o salgadinho, a bolacha, o chocolate, o brinquedo. A mãe diz não uma, duas, dez vezes. O pequeno se enche de tanta negação e abre o berreiro. Se joga no piso, arranha o rosto com as próprias mãos, bate com os pés no chão, grita pra todo mundo ouvir, prende a respiração até ficar roxo. A mãe, morta de vergonha e raiva, tenta falar baixinho e com jeito, implora pra ele parar...

Não funciona, ela perde a paciência, dá uma palmada no filho e, pra ele calar a boca de vez (e ela não se sentir tão culpada de ter perdido a paciência), ainda compra o tal salgadinho da discórdia. E isso se repete no passeio pelo shopping, no restaurante, na escola, na casa dos avós, no parquinho.

De uma hora pra outra, aquele bebê fofo e doce se torna um pequeno demônio que inferniza sua vida, te faz morrer de vergonha e jurar que nunca mais vai sair de casa com ele. Calma! Essa fase é normal toda mãe passa por isso um dia.

Tudo que você precisa é aprender a dar limites firmes ao pequeno e, de quebra, ensiná-lo a ter autonomia e auto-controle para lidar com os nãos da vida.  Sim, essa é uma das tarefas mais difíceis da educação dos filhos. Dá trabalho impor regras e pensar antes de cada gesto. Ficar firme diante da pirraça, sem perder a cabeça nem revogar os limites combinados exige uma enorme paciência.Mas os resultados valem a pena: essa fase acaba, e seu filho sai dela mais independente, consciente e comportado. Esperar de braços cruzados é o que não vale, para o bem do seu filho e o seu -- ou você quer conviver com manhas e birras assim até a adolescência?

A palavra-chave é limite. Logo que começa a andar, o bebê se acostuma a ouvir muitos não . Não pode subir nos móveis, não pode pôr o dedo na tomada, não pode bater no amigo para pegar o brinquedo. Quanto mais ele cresce, mais longe vai querer ir, mais coisas vai querer fazer.

Muitas delas terão que ser negadas, para a segurança do seu filhote. Mas ele ainda não sabe onde estão os limites e vai testá-los sempre que puder. Como logo ele descobre que chorar e espernear deixa você nervosa, vai tentar forçar a barrar por aí. E às vezes funciona: quantas mães não acabam dizendo sim só para o escândalo acabar?

O primeiro passo é definir quais são os limites e ficar firme neles, não importa o tamanho do berreiro. Muitas vezes o não sai automático, quando na verdade o que o pequeno está pedindo não é tão impossível ou prejudicial assim de realizar. Ninguém está dizendo que você deve ceder à pirraça, mas sim repensar quando e por que você diz não.

De quebra, reflita sobre a necessidade da criança de explorar o mundo dentro dos limites necessários. Esse é ponto crucial da questão: o que pode e o que não pode fazer? Por quê?

Quando perguntados sobre o que desejam para seus filhos, a maioria dos pais responde que sejam eles mesmos ou que saibam o que querem . Essas são metas de independência, de auto-realização , diz a psicóloga e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Maria Lúcia Seidl-de-Moura.

 Ao mesmo tempo, quando o filho quer uma coisa diferente do que os pais, eles não ficam nada satisfeitos , compara. Ou seja: não dá pra deixar seu filhote solto  e depois brecar só porque contraria você ou ceder só para não agüentar a birra. Ter coerência na hora de proibir (e de permitir!) é fundamental. 

A criança busca a independência, por vezes além do que é capaz , explica Maria Lúcia. Para os pais, é o primeiro momento em que é preciso buscar o equilíbrio entre segurar e deixar ir . E mesmo que a resposta seja não e vai ser, muitas vezes fique atenta na maneira como passa isso ao seu filho.

Uma coisa é explicar e jogar limpo com ele, deixando claro os limites antes, durante e depois. Outra é dizer não, porque não e pronto , seguido de palmada, castigo ou frases do tipo você é uma praga e me deixa louca .

De acordo com a mensagem que os pais passam, a criança pode aprender que é capaz e sentir-se segura e competente a autonomia , ou sentir-se alguém que só faz coisas erradas e deixa os pais zangados e ficar cheia de vergonha e culpa , alerta a psicóloga. Acredite: é muito mais construtivo para o seu filho saber que é motivo de orgulho dos pais.

Até agora, qual a sua maior dificuldade nos cuidados com
seu bebê? Por quê?




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