Para que sair? Hoje a festa é no quintal

Brincadeiras à moda antiga empolgam as crianças de todas as idades

Por Minha Vida - atualizado em 15/03/2010


 Nem sempre dá tempo de programar o final de semana. Às vezes, o que falta mesmo é dinheiro para custear o passeio, a parada na lanchonete e mais os imprevistos que toda saída com a molecada pode trazer como a meleca na roupa, que precisa ser substituída por outra comprada às pressas.

Mas o que não tem data para aparecer é a disposição infantil em correr e pular. Para dar conta da inquietação deles, as brincadeiras de rua, muitas vezes esquecidas em nome do videogame ou do computador, são uma pedida de sucesso garantido.

"Como é tudo muito simples, dá para reunir crianças de várias idades e todas elas se divertem. Só é preciso um pouco de cuidado com as menores quando existe muita correria", afirma Leonora Gonçalves, professora de Educação Física. Abaixo, você confere as dicas dela para transformar o quintal de casa num lugar mais animado do que um parque de diversões:

As brincadeiras são simples e todo o mundo se diverte

Esconde-esconde: limite o espaço que pode ser usado para a brincadeira. Dentro de casa, é melhor evitar o passa-passa para preservar os objetos de decoração e os móveis. A brincadeira funciona bem quando há árvores, um jardim ou carro estacionado no quintal.

Pega-pega: o primeiro passo é determinar os pontos de descanso, onde é possível parar de correr sem o risco de ser pego. Dá para envolver os pequenos na farra fazendo deles café com leite, ou seja, eles não podem ser pegos.

Bobinho: com os pés e uma bola de futebol, a brincadeira é campeã entre os meninos quando falta uma quadra para improvisar a pelada. Já as meninas gostam de brincar com as mãos. Nos dois casos, as crianças fazem um círculo e o bobinho tem por meta tomar a bola quando ela for chutada ou arremessada. 

Brincadeira de criança

Amarelinha: o desenho é riscado no chão, com giz ou tinta. Vence quem chegar primeiro no céu (sem pisar ou jogar a pedrinha fora dos quadrados onde estão riscados os números).

Passa-anel: uma criança passa um anel (ou uma pedrinha, um brinco ou qualquer objeto pequeno, que possa ficar bem escondido entre as mãos) de mão em mão. Ficam todos sentados, em posição de prece até que, de repente, o passador anuncia que o objeto foi largado e escolhe alguém para adivinhar nas mãos de quem ele foi depositado. É uma das brincadeiras em que a diferença de idade não exerce o menor impacto na diversão. 

Mímica: o primeiro passo é escolher um tema para as mímicas. Vale imitar pessoas da família, representar filmes ou personagens de novela, por exemplo. Dois grupos dividem-se na competição: enquanto um representa, o outro tenta adivinhar.

Estátua: uma variação do pega-pega. Aqui, cada vez que a criança é tocada, precisa permanecer em posição de estátua até que outra toque nela novamente e a correria possa ser retomada.

Telefone sem fio: a comunicação com duas latas, unidas por um barbante, entusiasma o clima quando há somente duas crianças ou uma delas e um adulto disposto a entrar na brincadeira. Dá para começar a diversão customizando as latas com tinta por um revestimento de papel colorido.


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