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Incontinência urinária está entre fatores de risco de depressão pós-parto

Perguntas sobre a doença devem ser inclusas nos exames de rotina pós-parto

Por Minha Vida - publicado em 21/06/2011


De acordo com estudo publicado no British Journal of Obstetrics & Gynaecology, a incontinência urinária pode ser um dos fatores de risco para depressão pós-parto - a doença quase dobra a ocorrência de depressão em mulheres que acabaram de ter filhos.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da McMaster University's School of Nursing, Canadá, avaliaram 2560 novas mães seis semanas após terem alta do hospital. A investigação mostrou quatro fatores das mães fortemente relacionados à depressão: menores de 25 anos de idade, readmitidas no hospital, sem ter começado a amamentar o filho e com incontinência urinária ou urina involuntária. Entre esses elementos, o que mais surpreendeu os pesquisadores foi a incontinência urinária.

Longe de ser um problema incomum, ressaltam os estudiosos, essa doença costuma constranger muitas mulheres, mas é importante que elas conversem sobre esses problemas. A iniciativa também deve partir dos profissionais da saúde, que devem perguntar às mulheres sobre a saúde de sua bexiga como parte da rotina pós-parto. 

Apoio da família é fundamental em casos de depressão pós-parto

A maioria das mulheres fica mais sensível depois do parto. A acentuada queda dos hormônios sexuais, depois do nascimento do bebê, é uma das principais razões para o aparecimento da depressão pós-parto. Contudo, há outros fatores importantes que contribuem para o desenvolvimento da doença, como o relacionamento familiar (marido e filhos) e problemas em administrar a nova rotina.

As características psicológicas prévias de cada mulher também interferem neste processo. Uma mulher com tensão pré-menstrual acentuada ou processos depressivos anteriores está mais sujeita a enfrentar o problema após a gravidez.

O apoio familiar é essencial para que a mãe enfrente este momento da vida. As novas tarefas exigidas pela maternidade, às vezes, são exaustivas em um primeiro momento, deixando a mulher estressada e confusa sobre seus sentimentos. Portanto, o papel da família é tranquilizar a nova mamãe, assegurando que a fase de estranhamento e estresse seja transitória.

Após o nascimento do bebê, a mulher se mostra mais fragilizada devido à mudança hormonal e à nova situação familiar. O fato de não contar com o parceiro, seja porque ele trabalha muito ou é ausente, pode interferir nesse momento, pois normalmente filhos são frutos de um projeto do casal. Se a expectativa feminina é a de ter o companheiro presente, ela deve conversar com ele a respeito de suas necessidades. O apoio familiar e de amigos é bem-vindo, mas não substitui a falta ou a expectativa que ela se sente em relação ao cônjuge. 


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