Suplementação de vitamina D em grávidas pode ser segura e saudável

A deficiência do nutriente pode prejudicar o corpo da gestante

Por Minha Vida - publicado em 29/06/2011


O uso de suplementos de vitamina D durante a gravidez era motivo de preocupação, já que, segundo algumas correntes de estudos, eles poderiam causar danos ao feto. No entanto, de acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Bone and Mineral Research, mesmo uma quantidade alta de suplementação em gestantes saudáveis foi segura e eficaz no aumento da circulação de vitamina D a um nível considerado normal. Também foi descoberto que o uso de suplementos, até em altas quantidades, não causa danos à mulher e ao recém-nascido.

Um time de pesquisadores da Medical University of South Carolina, em Charleston, Estados Unidos, monitorou 350 mulheres, de várias etnias e origens socio-econômicas, que estavam entre os 12 e 16 semanas de gestação. Elas foram aleatoriamente divididas em três grupos, que receberam diariamente certa quantidade da vitamina - o primeiro recebeu 400 UI (unidades internacionais), o segundo 2000 UI e o terceiro 4000 UI.

Notou-se que as mulheres que receberam os níveis mais altos de suplementação (4000 UI por dia) tinham maior probabilidade de atingir e manter os níveis desejados de vitamina D no sangue durante a gravidez. Além disso, aquelas que receberam os menores níveis não conseguiram atingir a quantidade adequada de vitamina circulante.

Assim, os pesquisadores concluíram que a quantidade diária necessária para sustentar o metabolismo normal em mulheres grávidas é de até 4000 UI.

Por muito tempo, a vitamina D foi tida como uma ameaça para grávidas. Mais tarde, foi estabelecido que, durante a gravidez, ela desempenha importante papel na homeostase e regulação interna do corpo, e que uma deficiência pode afetar os sistemas pancreático, imunológico e cardiovascular. 

Vitamina D em prol da saúde geral

A vitamina D, conta a nutricionista Débora Almeida da Silva, ajuda no combate à hipertensão, no controle de peso e na prevenção da osteoporose, já que é fundamental para a manutenção do metabolismo do cálcio e, logo, no desenvolvimento ósseo. A nutricionista Astrid Pfeiffer lembra também que ela tem importante papel no funcionamento adequado da tireoide e na secreção de insulina pelo pâncreas. "No sistema imune, ela é responsável por aumentar a funcionalidade das células Natural Killer (NK), responsáveis por destruir os invasores do sistema imunológico", adiciona a nutricionista Adriana Fanaro Oliveira.

A principal fonte dessa vitamina é a luz solar, que estimula a produção da vitamina por nossa pele. A nutricionista Priscilla Baracat ensina que 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, evitando a exposição entre as 10h e 16h, já são suficientes. A obtenção pela luz do sol é preferível porque, como explica Adriana, os alimentos que contêm quantidades consideráveis de vitamina D também são ricos em gorduras e, por isso, deve-se tomar cuidado com o consumo.

A recomendação diária - fornecida pelo U.S. Dietary Reference Intake (DRI) - varia de acordo com a idade e o sexo:

Homens de 13 a 50 anos: 5 a 10 mcg/dia
Homens de 51 aos 70: 15 mcg/dia
Mulheres de 13 a 50 anos: 5 mcg/dia
Mulheres de 51 a 70 anos: 10 mcg/dia.


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